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Conheça o BCAA

Sigla que se refere a sua designação em inglês Branched Chain Amino Acids, também é conhecido por aminoácidos de cadeia ramificada. É composto por 3 aminoácidos essenciais: leucina, isoleucina e valina. Estes aminoácidos não são produzidos em nosso organismo, precisamos obtê-los pela alimentação ou através de suplementos, que podem apresentar-se na forma líquida ou em cápsulas. As principais fontes alimentares de BCAAs são as carnes em geral, ovos, leite e seus derivados. A proteína isolada do soro do leite (Whey Protein) é uma das fontes mais ricas. Estudos apontam os seguintes efeitos à suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada em praticantes de atividades físicas: estímulo da síntese protéica, retardo da ocorrência de fadiga central, aumento do rendimento esportivo, preservação dos estoques de glicogênio muscular e aumento dos níveis plasmáticos de glutamina.

Energia

Esses aminoácidos completam um terço de toda a proteína muscular, aproximadamente 17% de BCAAs são encontrados nas proteínas dos músculos, para os quais esses aminoácidos fornecem até 16% de energia. Os BCAAs são oxidados rápida e preferencialmente pelo músculo esquelético, durante exercícios de intensidade moderada a alta e de longa duração, situação na qual se observa uma queda em suas concentrações plasmáticas, provocada pelo maior desvio desses aminoácidos para a produção de energia durante o exercício. Apesar destes aminoácidos não serem considerados a principal fonte de energia para o processo de contração muscular, sabe-se que atuam como importante fonte de energia muscular durante o estresse metabólico. Nosso corpo degrada esses aminoácidos para produzir mais energia, através do processo de gliconeogênese, formação de energia a partir de outros compostos, que não seja a glicose. Para suprir a demanda durante os treinos o corpo busca esses aminoácidos no tecido muscular, criando uma situação de catabolismo. Ao suplementar BCAAs, há uma tentativa de suprimir essa demanda, evitando a captação deles nos músculos e promovendo um estado mais anabólico, podendo acelerar o processo de recuperação da musculatura. Os BCAAs podem ser utilizados para recuperação mais rápida e eficiente entre treinos e competições seguidas.

Síntese Protéica

Estudos demonstram que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, principalmente a leucina, pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo de proteínas, aumentando significativamente a taxa de síntese, diminuindo a taxa de degradação de proteína na musculatura em repouso e, conseqüentemente, reduzindo a possibilidade de lesão muscular pós-exercício. A leucina tem papel no crescimento muscular, pois além de estimular a síntese protéica, estimula a síntese de insulina pelo pâncreas, hormônio com potente efeito anabólico e importante na hipertrofia muscular, pois facilita a entrada dos aminoácidos nas células para que possam servir de substrato para “construção” das células musculares.

Fadiga

A fadiga pode ser definida como um conjunto de manifestações produzidas pelo exercício prolongado, que tem como conseqüência prejuízo na capacidade funcional de manter ou continuar a atividade física. Na fadiga central, os mecanismos relacionados à ocorrência seriam a hipoglicemia e a alteração plasmática na concentração de aminoácidos de cadeia ramificada e triptofano. Sabe-se que os BCAAs e o triptofano competem entre si, em situações em que os níveis plasmáticos de BCAAs se encontram reduzidos, como ocorre em exercícios prolongados, isto facilitaria a entrada de triptofano no cérebro, aumentando a produção de serotonina, que por sua vez é um mediador potencial da fadiga central. Portanto, acredita-se que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada pode reduzir a formação da serotonina, retardando assim a fadiga e melhorando o desempenho esportivo.

Imunidade

Durante exercícios de resistência, há uma diminuição dos níveis plasmáticos de glutamina, que serve como fonte de energia para importantes células do sistema imunológico. Já que os BCAAs servem de substrato para a síntese de glutamina, sua administração após o exercício aumentaria as concentrações da mesma, diminuindo assim a incidência de infecções nos praticantes de atividades físicas.

Fonte: Thais Souza - Nutricionista da Rede Mundo Verde

Referências Bibliográficas: Richard B Kreider, Anthony L Almada, Jose Antonio, Craig Broeder, Conrad Earnest, Mike Greenwood, Thomas Incledon, Douglas S Kalman, Susan M Kleiner, Brian Leutholtz, Lonnie M Lowery, Ron Mendel, Jeffrey R Stout, Darryn S Willoughby, Tim N Ziegenfuss ; ISSN exercise & sport nutrition review: research & recommendations. Journal of the International Society of Sports Nutrition 2010, 7:7 (2 February 2010). Laura L. Tatpati, Brian A. Irving, Andrea Tom, Maureen L. Bigelow, Katherine Klaus, Kevin R. Short and K. Sreekumaran Nair; The effect of branched chain amino acids on skeletal muscle mitochondrial function in young and elderly adults. J Clin Endocrinol Metab. 2010 Feb;95(2):894-902. Epub 2009 Dec 18. Matsumoto K. , Koba T. , Hamada K. , Tsujimoto H. , Mitsuzono R. ; Branched-chain amino acid supplementation increases the lactate threshold during an incremental exercise test in trained individuals. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo). 2009 Feb;55(1):52-8 Rogero, M.M.; Tirapegui, J.O. Aminoácidos de Cadeia Ramificada, Balanço Protéico Muscular e Exercício Físico. Nutrição em Pauta, v.83, p.28-34, 2007.

Whey Protein: conheça os seus benefícios

Associado ao treinamento de força, o Whey Protein pode auxiliar no ganho de massa magra

Muito conhecido e discutido entre os praticantes de atividade física, o whey protein, também chamado de proteínas do soro do leite, é um suplemento alimentar de elevado valor nutricional.
Extraídos da parte aquosa do leite, durante o processo de fabricação do queijo, os peptídeos do soro são constituídos por: beta-lactoglobulina, alfa-lactoalbumina, albumina do soro bovino, imunoglobulinas e glicomacropeptídeos. Pelo fato de ser obtido do leite de vaca, intolerantes à lactose devem optar pela versão isenta de lactose.

Valor nutricional


O whey protein é riquíssimo em aminoácidos essenciais – aqueles que o organismo não produz –, como triptofano, lisina, cisteína, leucina, valina e isoleucina. Estes três últimos são os conhecidos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA - Branched-Chain Amino Acid), com destaque para a leucina, já que pesquisas demonstram sua forte e intensa ativação e participação no processo de síntese protéica. Além disso, o elevado teor de cálcio e de peptídeos bioativos do soro também dispensam atenção especial.

Classificadas por alguns pesquisadores como fast metabolizing proteins (proteínas de metabolização rápida), as proteínas do soro do leite apresentam alta digestibilidade e são de fácil absorção pelo organismo.

Um estudo publicado no Journal of Nutritional Biochemistry apontou o whey protein como um excelente suplemento anabólico, devido à similaridade de seu perfil de aminoácidos com as proteínas do músculo esquelético.

Benefícios do Whey Protein aos desportistas

- Síntese protéica no músculo esquelético: em função da fácil digestão e rápida absorção do whey protein, a concentração plasmática de muitos aminoácidos eleva-se, com destaque para a leucina, principal aminoácido envolvido no estímulo à síntese de proteínas no sangue e nos tecidos, dentre eles o muscular. Dessa forma, o consumo de whey protein, imediatamente, após o treino favorece a recuperação, bem como a síntese protéica muscular, contribuindo para o incremento da massa magra.

Além disso, o consumo deste suplemento também estimula a secreção de insulina, um hormônio de ação anabólica, que permite a entrada de aminoácidos na célula muscular com mais facilidade, favorecendo a formação de tecido (aumento da massa muscular) e reduzindo o catabolismo protéico. Esta redução no catabolismo também se atribui ao aumento na concentração de BCAA, ocasionada pelo consumo das proteínas do soro. Pesquisa publicada no The Journal of Nutrition demonstrou que a concentração plasmática de aminoácidos essenciais, principalmente os BCAA, duplicou após 20 minutos decorridos o consumo de uma solução contendo whey protein. Um estudo publicado no International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism demonstrou que a suplementação com whey protein e leucina favoreceu o aumento de força e o incremento de massa magra.

- Redução da gordura corporal e modulação da adiposidade: as proteínas do soro possuem alta concentração de cálcio, um mineral importante para o controle do metabolismo de gorduras no organismo. Estudos reportam que o baixo consumo de alimentos fontes de cálcio está relacionado ao aumento da gordura corporal, já que a sua deficiência estimula a alta secreção de hormônios que transportam o cálcio para o interior dos adipócitos – células de gordura. Altas concentrações de cálcio dentro destas células favorecem a formação de novos tecidos de gordura (lipogênese) e reduzem a “quebra” de tecido gorduroso (lipólise). Dessa forma, o consumo do whey protein, por ser fonte de cálcio, pode auxiliar na redução do depósito de gordura nos adipócitos e, conseqüentemente, reduzir o percentual de gordura corporal.

O consumo das proteínas do soro do leite parece ser interessante durante o processo de perda de peso também por outros motivos, já que devido ao seu excelente perfil de aminoácidos, principalmente às altas concentrações de BCAA, o whey protein estimula hormônios responsáveis pela saciedade (colecistoquinina e peptídeo similar ao glucagon), auxilia no controle da glicemia e, preserva a massa muscular, tecido que demanda muita energia para ser mantido, o que também contribui para o controle do peso.

- Atividade antioxidante: neste quesito destaque merece ser dado a cisteína, um dos aminoácidos fornecidos através das proteínas do soro do leite. A cisteína é a principal responsável pela formação da glutationa, um potente agente antioxidante, ou seja, atua no combate aos radicais livres. Alguns desses radicais são gerados no momento da atividade física e, por serem moléculas altamente reativas, quando em excesso, reduzem o desempenho físico.

- Melhora do desempenho físico: por aumentar a defesa antioxidante do organismo, a suplementação com whey protein também influi de maneira positiva no rendimento esportivo, já que o excesso de radicais livres contribui para a disfunção e fadiga musculares, com conseqüente prejuízo na performance. Dados da literatura reportam que indivíduos suplementados com whey protein conseguiram gerar mais potência e maior quantidade de trabalho quando submetidos a testes de velocidade, o que remete a melhora no rendimento.

- Sistema imunológico: dentre as proteínas que compõem o soro do leite podemos também destacar as imunoglobulinas, responsáveis por estimular as células de defesa do organismo. Além disso, a cisteína (aminoácido presente na composição do whey) participa do ciclo de produção de glutationa, que além de antioxidante também estimula as nossas células de defesa. Estes fatos comprovam o poder imunoestimulante do whey protein.
Além de trazer benefícios para o desporto, a suplementação com whey protein também exerce efeito preventivo contra doenças cardiovasculares, devido a sua ação hipotensora (reduz a pressão sangüínea), antioxidante e efeito inibitório da lipoxidação das lipoproteínas que causam danos as paredes dos vasos sangüíneos.

Diante dessas ações benéficas do whey protein é de se esperar que o seu consumo seja realmente benéfico ao organismo de desportistas, além disso, a suplementação faz-se necessária em alguns casos, principalmente porque o exercício físico, em geral, aumenta as necessidades protéicas. Porém, cabe ressaltar que o consumo do whey deve ser orientado, preferencialmente, por um profissional em consultório, para adequar a dose e evitar o consumo excessivo de proteínas.

Vale destacar que o melhor horário para consumir o Whey Protein é imediatamente após o treino, visto que neste momento as células musculares estão ávidas por nutrientes. Dessa forma, quanto menor for o período de tempo entre o término de exercício e o consumo do whey protein, maior e mais intenso será o anabolismo ao exercício, isto é, a formação de massa muscular. Mas, não podemos nos esquecer do correto consumo de carboidratos na refeição. Uma sugestão para o pós-treino é o consumo de whey protein junto com a maltodextrina.

Dica: o whey protein hidrolisado é o que apresenta melhor absorção e aproveitamento pelo organismo!

Fonte: Natalia Lautherbach - Nutricionista da Rede Mundo Verde

Referências Bibliográficas

CALBET, J. A. L.; MACLEAN, D. A. Plasma Glucagon and Insulin Responses Depend on the Rate of Appearance of Amino Acids after Ingestion of Different Protein Solutions. The Journal of Nutrition, v. 132, n.8, p. 2174-2182, 2002.

HA, E.; ZEMEL, M. B. Functional properties of whey, whey components, and essential amino acids: mechanisms underlying health benefits for active people (review). Journal of Nutritional Biochemistry, v. 14, n. 5, p. 251-258, maio 2003.

HARAGUCHI, F. K.; ABREU, W. C.; DE PAULA, H. Proteínas do soro do leite: composição, propriedades nutricionais, aplicações no esporte e benefícios para a saúde humana. Revista de Nutrição, v. 19, n. 4, p. 479-488, jul./ago. 2006.

SGARBIERI, V. C. Propriedades fisiológicas-funcionais das proteínas do soro do leite. Revista de Nutrição, v. 17, n.4, p. 397-409, out./dez. 2004.

WALKER, T. B. et al. The influence of 8 weeks of whey-protein and leucine supplementation on physical and cognitive performance. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, v. 20, n. 5, p. 409 – 417, out. 2010.

HULMI, J. J.; LOCKWOOD, C. M.; STOUT, J. R. Effect of protein/essential amino acids and resistance training on skeletal muscle hypertrophy: A case for whey protein. Nutrition & Metabolism, v. 7, n. 51, 2010.

Proteínas em pó

(por Jeff Mayner, CPT, CSN)

Nos últimos meses tenho sido convidado inúmeras vezes para falar sobre a suplementação de proteína em particular. Parece que ainda há alguma confusão sobre este alimento importante na construção muscular, especialmente quando se trata de proteína em pó. Quase todos concordam que a proteína é necessária em grandes quantidades para o atleta e fisiculturista. Este fato também se aplica aos indivíduos fisicamente exigentes envolvendo levantamento de peso e altos níveis de atividade física, que requer também a ingestão de proteínas adicionais. Alguma vez você já olhou para alguns daqueles trabalhadores da construção civil? O foco deste artigo será limitada aos tipos diferentes de suplementos de proteínas em pó que existem hoje.

A Importância

A proteína é um macronutriente essencial que o organismo necessita diariamente. Grandes quantidades, consideradas superiores a 1,5 gramas por quilo de peso corporal, podem ser difíceis para o corpo digerir. Como mencionado anteriormente, os níveis de atividade individual exigem proteínas adicionais. Isto é especialmente verdadeiro quando o objetivo é ganhar massa magra. Os horários estão justos demais hoje. Estamos sempre ocupados, portanto, é conveniente que tenhamos bons alimentos disponíveis, nutricionalmente falando. Este é o lugar onde os suplementos em pó de proteína desempenham um papel vital em um estilo de vida fisicamente ativo e exigente.

Proteína em pó - tipos básicos

Proteína em pó, basicamente, encontramos três tipos diferentes, independentemente dos nomes de fantasia e tratamento a eles associados. Trata-se de soro de leite (Whey Protein), ovo (Egg Protein) e soja (Soy Protein). Vamos entender melhor cada um deles:

Whey

A Whey Protein aparece em três formas distintas, dos quais alguns são melhores do que outros, dependendo de fatores diferentes. Uma grande importância é a absorção, seguido pelo preço.

Whey Protein Isolado e Hidrolisado (WPIH)

Da família de proteínas de soro de leite, o Whey Protein Hidrolisada é o mais facilmente digerível. Embora tenha a maior eficácia de todas as proteínas do soro é também o mais caro. A WPIH é parcialmente utilizado para ajudar no processo digestivo humano, o que torna o muito solúvel. O problema com o WPIH é que ele tem um gosto extremamente amargo que é quase sempre impossível de vencer com adoçantes ou aromatizantes [experimente VP2]. O WPIH ainda pode ser encontrado em outros suplementos, mas em proporções menores.

Whey Protein Isolado (WPI)

Whey Protein Isolado é uma outra história. WPI tem um bom gosto e também é extremamente digestível [experimente Nectar]. WPI é quase totalmente desprovido de gordura e sem lactose. O último é de grande importância para indivíduos com intolerância à lactose. O processo de cross-flow microfiltração, ajudou a revolucionar este tipo de proteína. Esta é a fase de transformação que segue a "concentração" de fase para "isolar" a proteína do soro do leite.

Whey Protein Concentrado (WPC)

Os Whey Protein concentrados têm uma variedade de diferentes problemas que lhes estão associados. Alguns sintomas de usuários que consomem WPC, incluem inchaço, gases e, em alguns casos, diarréia. Há uma variação muito grande no teor de proteína em si. O teor de proteína real pode variar muito de 25 a 80% que é um resultado direto da dependência em relação à qualidade e custo.

Se você fosse comparar WPI a WPC você vai achar que WPC tem altas concentrações de gordura, carboidratos e lactose. A absorção também é reduzida devido à menor assimilação no estômago e intestinos.

Devido ao baixo custo de produção e redução da qualidade e quantidade da proteína, esta é a mais econômica.

Proteína do Ovo

Este é um velho amigo para a maioria de nós que estão neste meio a longos tempos. Muitos anos atrás, um homem com o nome de Blair formulou uma proteína em pó que ainda possui variações usadas hoje. A proteína de ovo é extraído de clara de ovo pura e tem um dos maiores QEP (Quociente de Eficiência Protéica) - 3,9.

Este é um ponto importante, pois quanto maior o QEP, melhor o corpo utiliza a proteína. A proteína de ovo tem a mais longa história de uso entre fisiculturistas e levantadores de peso, devido à sua alta taxa de absorção e de seus resultados comprovados pelo tempo, para não mencionar que durante muitos anos foi o único tipo de proteína em pó com excepção do leite.

Como o soro e proteínas de soja, a proteína do ovo oferece a gama completa de aminoácidos de uma forma eficiente, que é facilmente utilizada pelo organismo, livre de gordura e de colesterol. No que diz respeito proteína em pó especificamente, não é muito solúvel e é exigido o uso de um liquidificador. Hoje com o avanço dos emulsionantes, pode-se ser misturado com uma colher. O custo da proteína do ovo é geralmente na mesma faixa da WPI [custo menor ainda no Brasl].

Se você estiver em dúvida sobre qual proteína em pó para escolher, esta é sempre uma boa escolha.

Proteína da Soja

Por último, a proteína de soja [obviamente] é extraída da soja. Novas técnicas de processamento que utilizam um pH levemente alcalino, seguido de precipitação, lavagem e secagem, rendem fases do que é chamado "Proteína Isolada da Soja". Este processo retém cerca de 90% da proteína. A Proteína de Soja é uma abundante fonte de proteína econômica. Os produtos da soja oferecem inúmeros benefícios para a saúde - diminuem o risco de câncer, osteoporose e outras doenças crônicas para aliviar os sintomas da menopausa. Este tipo de proteína é especialmente interessante para as mulheres que estão querendo equilibrar os seus níveis hormonais. A proteína de soja isolada é uma fonte altamente digestível de aminoácidos (os blocos de construção de proteínas essenciais para a saúde humana). A proteína de soja é pobre em gordura, calorias e colesterol. O custo está geralmente entre a Whey Protein Isolada e a Proteína do Ovo.

Espero que este breve panorama ofereça uma melhor compreensão geral dos diferentes tipos de proteínas mais utilizados na suplementação de proteína em pó hoje. Uma coisa a estar ciente é que, se uma empresa não indica qual o tipo de proteína é usada no rótulo, é melhor assumir que ele é o mais barato e a principal fonte de proteína é mais provável (Whey Protein Concentrada). Todas essas proteínas em pó são usadas em várias combinações, para que não se esqueça de verificar a ordem dos ingredientes listados no rótulo, para que você saiba exatamente o que você está comprando. Também deve-se notar que os usuários de WPI não experimentam os efeitos colaterais usuais tais como inchaço, gases e, em alguns casos, diarréia que são comumente associados com o uso de Whey Protein Concentrada. Minha sugestão a todos os meus clientes é encontrar uma proteína em pó com sabor e preço que você possa sempre comprar, mas tente ficar longe dos produtos que contêm uma grande quantidade de Whey Protein Concentrada. A maioria das lojas terão geralmente amostras que você poderá experimentar, por isso, não se esqueça de perguntar antes de comprar. Isto lhe dará uma oportunidade de provar e perceber como o produto mistura, além do que te manterá longe de muitos quilos de pó de proteína que você terá que sofrer até que ela termine. Acredite, vale a pena pedir para que a amostra.

Fonte: Natural Muscle

Suplementos Alimentares

(por Jeferson Machado - Farmacêutico Bioquímico Clínico. CRF-SE: 658 )

Uns querem aumentar. Outros diminuir. Esses são os dilemas mais comuns em academias. Uma boa dieta balanceada, hábitos saudáveis e atividade física, podem dar os resultados esperados por todos, gordinhos ou franzinos. Entretanto, alguns necessitam de um "empurrãozinho" para atingir os objetivos mais rápidos, através dos suplementos alimentares.

Antes de tudo: suplemento não é anabolizante (bomba). Mas, todos eles merecem atenção especial no seu uso.

A creatina, por exemplo, acabou de ser liberada [novamente] no Brasil. Essa proteína se tornou uma febre entre os atletas que desejam um ganho de massa rápido. Entretanto, nem todos utilizam o suplemento de forma correta. A ingestão de creatina exige que os seus rins e fígado estejam funcionando em perfeitas condições. Além disso, é preciso beber bastante água, caso contrário você danificará os rins.

Para quem desejar perder alguns centímetros nas medidas, também existem os queimadores de gordura, substitutos de refeições, inibidores de apetite, entre outros. O acesso a eles é extremamente fácil, mas o que muitos não sabem é que são contra-indicados em diversos casos, como insuficiência cardíaca e hipertensão. Sem esquecer os inúmeros efeitos colaterais.


Confundir os suplementos com anabolizantes ou outras drogas é um erro muito comum. Albumina, por exemplo, é a mesma albumina da clara do ovo. Whey protein, é a mesma proteína que a do leite. Vitaminas são as mesmas vitaminas do complexo vitamínico. Não há tanto mistério. O problema é o uso indiscriminado e a auto-suplementação.

Os suplementos devem ser indicados por nutricionistas, médicos ou farmacêuticos. E, na hora da compra, é preciso que o farmacêutico esclareça todas as informações para o atleta. Nem todo mundo precisa de suplemento, e nem todo mundo pode usá-lo.

Outro erro: iniciantes já querem tomar suplemento na primeira semana de malhação. Calma. Algumas pessoas conseguem resultados mais rápidos, outras demoram mais. Apenas depois de alguns meses é que se poderia avaliar a necessidade ou não desse uso.

Vale também o alerta: suplemento não é comida. Ouço muito as pessoas falarem algo como: "pra que jantar se eu já tomei o meu suplemento?". Erro grave. A alimentação é fundamental para o bom funcionamento do seu corpo e mente.

Não saia por aí tomando tudo que lhe oferecere, procure um profissional e siga a recomendação dele. Como dito anteriormente, nem todo mundo necessita de suplementação alimentar. E, jamais deposite todas as suas esperanças em um shake ou cápsulas. Uma boa alimentação, hábitos saudáveis e a prática regular de atividade física são mais do que o suficiente para lhe proporcionarem um bem-estar físico. Mesmo assim, se o profissional avaliar que há uma necessidade de suplementação, procure se informar e tire todas suas dúvidas.

Fonte: Portal ItNet

Glutationa (GSH)

A Glutationa (GSH) é uma molécula antioxidante usada para impulsionar as funções do fígado em seres humanos. É sintetizada nas células através da formação de aminoácidos.

A Glutationa (γ-glutamilcisteinilglicina) é muitas vezes referida como o melhor antioxidante do corpo humano por causa de seus inúmeros papéis, considerado por muitos como o "tiol" não protéico mais importante nos sistemas vivos. De fato, é importante salientar que o nível de Glutationa presente em nossas células, está ligado intimamente como o potencial indicador da longevidade humana, sempre associada a uma melhor qualidade de vida.

Foi descoberto justamente por ser o antioxidante mais abundante do corpo humano. Executa várias funções que incluem:
- prevenção do acúmulo de gorduras oxidadas no organismo;
- promove a conversão dos carboidratos em energia;
- prevenção relacionada com a arterosclerose;
- combate severo aos radicais livres.

Glutationa é classificada como um tri-peptídeo, devido à sua combinação de três aminoácidos diferentes: ácido glutâmico, cisteína e glicina, por isso, é também conhecida por L-gama-glutamil-L-cisteinil-glicina.

Ela é encontrada em todo o corpo, sobretudo no trato intestinal e no fígado, onde ajudam na luta contra compostos prejudiciais que são eliminados do organismo através da bile.

Reconstrói o sistema imunológico fornecendo a Glutationa Peroxidase (GSH) para os glóbulos vermelhos e brancos, portanto, a deficiência desta molécula antioxidante hidrossolúvel, levará o corpo a uma maior vulnerabilidade, podendo ser ainda mais danificado pelos radicais livres. Falta de equilíbrio e coordenação, distúrbios mentais e tremores são algumas das doenças associadas à falta de Glutationa no sistema nervoso central (SNC).

A Glutationa é essencial para proteger as células do corpo de vários riscos e exposições, como ingestão excessiva de álcool e drogas, e toxinas produzidas durante o processo metabólico do corpo. Ela ajuda o organismo na produção de algumas células assassinas, que ajudam o sistema imunológico do corpo a combater determinadas doenças. É a presença de Glutationa no corpo ajuda a construir uma defesa contra os radicais livres. A falta dela pode resultar em graves danos ao sistema imunológico, bem como doenças crônicas degenerativas, incluindo numerosas doenças do dia-a-dia.

A presença de várias toxinas ambientais no corpo irá, naturalmente, provocar uma diminuição na quantidade de glutationa no corpo. Assim, é um dos antioxidantes mais importantes no corpo devido à sua alta concentração e papel central na manutenção do estado "redox" (reações de redução-oxidação) das células no corpo humano.

Também é um desintoxicante, especialmente no fígado, já que o corpo humano está sujeito a vários riscos ambientais e metabólicos diariamente.

Possui enxofre contendo o aminoácido cisteína, que ajuda a destruir os materiais tóxicos prejudiciais do organismo devido a suas propriedades de ação anti-radical livre. A cisteína funciona também como um aglutinante eficaz de metais pesados no organismo. O esgotamento de cisteína, uma parte essencial da Glutationa, pode resultar em doenças frequentes e a danos ao fígado.

Frutas e legumes são algumas das fontes naturais para a Glutationa, tai como: morango, tomate, melancia, abóbora, aspargo, abacate, melão, brócolis, repolho, couve de bruxelas, couve-flor, couve e salsa, são alguns dos alimentos que contêm glutationa em abundância.

O esgotamento de cisteína na Glutationa resultará na infiltração de toxinas não neutralizadas e de radicais livres na corrente sanguínea, o que acabará por levar os tecidos do corpo a serem danificados, portanto, suplementos de Glutationa são bem vindos na dieta humana. N-acetil-cisteína (NAC) é uma das melhores formas de suplementos de glutationa. Outro suplemento espetacular neste sentido, provavelmente o mais conhecido do mundo, é o Whey Protein (Proteína do Soro do Leite). Estudos mostram que o consumo de 20grs/dia por 12 semanas, aumentam significativamente as quantidades de Glutationa. Melhoram a performance anaeróbica e proporcionam uma redução importante do percentual de gordura corporal total.

Os suplementos alimentares neste contexto, nada mais são do que uma novíssima e inteligente tecnologia que proporciona o aumento destes níveis com segurança, através de uma simples cápsula, tablete ou shake. Experimente!
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