Fuja do açúcar refinado

A humanidade evoluiu [visão não reconhecida por este site] durante milhares de anos nutrindo-se dos alimentos que a natureza lhe oferecia. Alimentos que estavam ao alcance da mão como frutas, raízes, frutos do mar, aves, ovos, carnes em geral. Há menos de mil anos, entretanto, o homem conseguiu extrair o açúcar da natureza e, há pouco mais de 400 anos, praticamente universalizou seu consumo. Hoje, é possível relacionar essa ingestão com o aumento na incidência de doenças comuns atualmente, como câncer, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.

A bioquímica humana revela que o coração é dependente de gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas de nem um miligrama sequer de açúcar. A glicose que o cérebro precisa diariamente provem do açúcar já presente nos alimentos, fontes de carboidratos, e não é prejudicial ao organismo. O grande problema está no consumo do açúcar refinado!

Para ficar mais branco e soltinho, o açúcar extraído da natureza é submetido ao refino, que utiliza inúmeros produtos químicos. Nesse processo, as fibras, os sais minerais, proteínas e demais nutrientes são eliminados, resultando em um produto químico cheio de calorias vazias. O consumo do açúcar refinado ainda produz um estado de superacidez que desmineraliza o nosso organismo, levando à carência de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio.

Mesmo sendo tão prejudicial, é fácil tornar-se escravo do açúcar, pois sua absorção é muito rápida. Logo que alcança o cérebro, juntamente com a insulina, libera triptofano, que se converte em serotonina, substância de ação tranqüilizante. Por isso é que quando uma pessoa está nervosa logo se oferece um copo de água com açúcar, que acalma.

Ainda assim, o consumo do açúcar é cada vez maior, aumentando nossa dependência, pois ele está presente em uma série de alimentos que comemos diariamente, como bolachas, pães, tortas, bebidas. A oferta ilimitada desses alimentos baratos e de alta concentração energética aliada ao sedentarismo crescente acaba resultando em uma população cada vez mais obesa e doente.

Substituir o açúcar refinado comum por açúcar mascavo ou mel na alimentação pode ser uma opção, já que apresentam mais minerais e vitaminas em sua composição. Entretanto, o consumo ainda deve ser controlado, pois também são substâncias altamente energéticas. O fundamental, portanto, é prestarmos mais atenção quanto ao consumo exagerado de açúcar na nossa alimentação diária e pararmos para avaliar como está a qualidade do que comemos e como comemos.

Fonte: Treino Total

Você sabe qual é a real importância dos minerais?

Vegetais em tons de verde escuro, cereais integrais, castanhas, nozes, amêndoas e pistache. Quem insere essas opções no cardápio está no caminho certo. Isso porque entre suas principais funções está o crescimento dos tecidos, a produção de energia e a regulação dos processos orgânicos. De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, da clínica Saúde Ativa em Brasília, pelo menos 30% das reações químicas que acontecem no organismo dependem dos minerais presentes nesses alimentos.

Classificados em macrominerais, definidos pela abundância no organismo (cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, magnésio) e microminerais, que são necessários em pequenas quantidades diárias (ferro, zinco, cobre, iodo, selênio, cobalto, cromo, manganês, flúor, molibdênio, estanho, níquel, vanádio e silício), esses componentes são considerados nutrientes essenciais para quem quer viver muito e com saúde.

Para entender um pouco sobre o assunto, a também nutricionista Fernanda Damas, que compõe o corpo clínico da Saúde Ativa – em Brasília, volta no tempo. “Na antiguidade, os alimentos consumidos eram em sua maioria in natura, o que propiciava maior aporte de minerais. Hoje, há uma diminuição do consumo de todos os nutrientes e substâncias que equilibram o organismo, devido aos processos industriais. Um resultado prático desse quadro é o crescimento da obesidade”, afirma a especialista.

SEM GORDURA – A justificativa para o aumento do número de obesos é simples: o alto consumo de alimentos com aditivos alimentares – como os conservantes, acidulantes, adoçantes, corantes, a grande quantidade de alimentos refinados e a elevada ingestão de gorduras trans e saturadas colocam em déficit a ingestão dos minerais.

O processo de industrialização também é outro fator que pode diminuir a concentração de minerais nos alimentos. “Mais um motivo para se optar pela alimentação o mais natural possível. Por exemplo: o refino do arroz branco implica em uma perda aproximada de 75% do conteúdo de cromo e zinco e de até 45% de manganês, cobalto e cobre”, conta Dra. Fernanda.

Apesar dos nomes diferentes, é no dia-a-dia, dentro de casa e na hora da refeição que eles devem ser ingeridos. “Os feijões, as ervilhas, as lentilhas, a soja, as carnes magras, os peixes, os ovos, a salsinha, o coentro e a cebolinha também são boas fontes de diferentes minerais”, revela a nutricionista.

NÃO FORCE - Mesmo com os inúmeros benefícios desses alimentos, as mães não devem obrigar os filhos ao consumo. A alimentação tem de representar um momento agradável e é importante lembrar que a criança se pauta muito em exemplos. Portanto, para que ela desenvolva um hábito alimentar saudável é primordial que o veja adotado principalmente pelos pais.

Já para os que vivem em briga com a balança, eis a boa notícia: o emagrecimento acontece em resposta ao equilíbrio do organismo que, por sua vez, depende de uma alimentação balanceada. O ganho de peso ocorre em decorrência de falhas nutricionais, ou seja, a alimentação inadequada leva a uma inflamação subclínica no organismo. “Medicamentos antiinflamatórios, neste caso, não resolvem. A solução é uma dieta antiinflamatória que, além de outras substâncias, depende da presença de minerais”, finalizam Dra. Fernanda.

Fonte: Treino Total

Proteína isolada de soja fornece nutrientes e aminoácidos essenciais

A Proteína Isolada de Soja fornece grandes quantidades de arginina, glutamina e de aminoácidos de cadeia ramificada (Leucina, Isoleucina e Valina)

Comparando a proteína de soja com as demais (do trigo, do leite, dos ovos e da carne), observa-se que a proteína de soja contém maiores quantidades dos aminoácidos anabólicos, Arginina e Glutamina, além de apresentar grandes quantidades de aminoácidos de cadeia ramificada (Isoleucina, Leucina e Valina) em relação ao padrão de requerimento de aminoácidos para crianças de 2 – 5 anos até a fase adulta recomendado pela National Academy of Sciences and World Healt Organization.

• Arginina
Este aminoácido desempenha um papel chave na estimulação da liberação de hormônios anabólicos que promovem a formação muscular. Além disso, para atletas, a arginina desempenha outros papéis como auxiliar na redução do estresse fisiológico, melhorar a saúde dos vasos sanguíneos e aumentar a função imunológica.

• Glutamina
É um aminoácido considerado essencial durante o estresse metabólico, pois aumenta o balanço nitrogenado, promove a síntese protéica e aumenta a função imunológica, além de ser precursora da glutationa, que possui efeito antioxidante. Ainda de maior importância para os atletas é o fato da glutamina auxiliar na manutenção da hidratação celular e tamponar o aumento excessivo do ácido lático que ocorre durante o exercício.

• Aminoácidos de Cadeia Ramificada [BCAA's]
Os aminoácidos de cadeia ramifica, leucina, isoleucina e valina, são usados como fonte de energia durante o exercício. Nos primeiros 20 minutos de exercício, de moderado a intenso, o glicogênio muscular e fornece a glicose para o abastecimento do músculo. Após 20 minutos de exercícios, os ácidos graxos e os aminoácidos de cadeia ramificada são utilizados como maior fonte de energia. Estudos estão sendo realizados a fim de avaliar a eficácia destes aminoácidos de cadeia ramificada em reduzir a fadiga do sistema nervoso central e melhorar a função imune.
Outros benefícios à saúde de atletas

Prevenção de doenças cardíacas
Realizou-se uma metanálise de 38 estudos de casos clínicos onde concluiu-se que a substituição da proteína animal pela proteína de soja resultava numa diminuição significativa do colesterol total, LDL colesterol, triglicerídeos, sem afetar o HDL colesterol. Estes resultados permitiram ao FDA, aprovar o “claim”sobre proteína de soja e doenças cardíacas: “a ingestão diária de 25 g de proteína de soja numa dieta com baixos níveis de colesterol e de gordura saturada pode reduzir o risco de doenças cardíacas coronarianas através da promoção de uma redução significativa nos níveis de colesterol plasmático”.



É vegetariano? Treina? Conheça alguns alimentos protéicos

Dos 20 aminoácidos existentes, o nosso organismo não consegue sintetizar 9, que são chamados de aminoácidos essenciais e estes devem ser supridos pela dieta. Estudos populacionais mostram que a dieta vegetariana excede a necessidade de aminoácidos essenciais.

Alguns grupos alimentares, como cereais e leguminosas apresentam o que chamamos de aminoácido limitante. No entanto, existem todos os aminoácidos essenciais em cada um desses grupos.

Quais são as fontes de proteínas na dieta vegetariana?

As principais fontes de proteína são: feijões, lentilhas, soja, amendoim, leite de soja, tofu, semente de gergelim, castanha, semente de girassol, nozes, avelã, levedura de cerveja, gérmen de trigo, semente de abóbora, pistache, grão-de-bico e ainda ovo e laticínios.

Feijão e arroz: combinação perfeita por quê?

Você já deve ter ouvido dizer que feijão e arroz formam uma combinação perfeita, isso é verdade! O arroz é pobre no aminoácido lisina, mas este é encontrado em abundância no feijão, já o aminoácido metionina é pobre no feijão, mas existe em abundância no arroz, por este motivo que eles se completam, tornando-se um par perfeito.

Os alimentos do reino vegetal possuem todos os aminoácidos necessários ao organismo humano. Os alimentos vegetais também fornecem outros nutrientes importantes como carboidratos e fitoquímicos que previnem algumas doenças. Além disso, vegetais são ricos em fibras alimentares.

Por outro lado alguns destes alimentos podem ser pobres em ferro, zinco e vitaminas do complexo B, por isso sua dieta deve ser balanceada!

Fonte: Treino Total

Especialistas discutem suplementação de vitaminas e minerais

No último dia 5 de novembro [2009], a Wyeth Consumer Healthcare, patrocinou o debate “Mitos e Verdades da Suplementação de Vitaminas e Minerais”, realizado no Centro Brasileiro Britânico. O evento contou com a participação internacional da nutricionista Dra. Johanna Dwyer, cientista sênior do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e das nutricionistas brasileiras, Dra. Silvia Cozzolino, professora titular da FCF-USP e presidente da SBAN e Dra. Andréa Ramalho, professora titular da UFRJ.

As especialistas discutiram a preocupação com o hábito alimentar em todo o mundo que tem elevado os índices de obesidade de forma acelerada, o papel da nutrição para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e as principais dúvidas sobre suplementação de vitaminas e minerais.

Abaixo, um breve resumo das questões mais comuns sobre o tema e o esclarecimento das dúvidas.

O que são suplementos vitamínicos?
Os suplementos são encontrados em diversas formas, como cápsulas, comprimidos, pós ou líquidos. São indicados a indivíduos que por algum motivo não conseguem ingerir a quantidade ideal de nutrientes por meio da dieta diária. Especialistas recomendam de cinco a nove porções entre frutas, legumes e verduras. Dessa forma, torna-se viável completar a alimentação com tais suplementos.

Qual a diferença entre vitaminas e suplementos?
Vitaminas são os nutrientes existentes nos alimentos e suplementos são as formas industrializadas dessas vitaminas e minerais. São produtos destinados a suplementar a dieta normal, com vitaminas e minerais, para evitar futuras carências desses nutrientes, que prejudicam o bom funcionamento do organismo.

É importante lembrar que os suplementos não substituem a dieta normal, eles participam como coadjuvantes para suprir as necessidades nutricionais de pessoas que não conseguem suprir as doses diárias de nutrientes.

Existe diferença entre vitaminas naturais e sintéticas?
Não, as vitaminas sintéticas dos polivitamínicos têm estrutura química idêntica à das vitaminas dos alimentos.

Há necessidade de acompanhamento médico ou de um nutricionista para consumir um suplemento vitamínico e mineral?
Não há necessidade de prescrição médica, mas é aconselhável uma avaliação nutricional completa ou uma conversa com um médico, antes de usar qualquer suplemento. Além disso, os suplementos vitamínicos que não precisam de receita no Brasil trazem recomendações de doses diárias dentro das faixas de segurança estabelecidas para vitaminas e minerais.

Quais os fatores que variam as necessidades vitamínicas de uma pessoa?
Idade, sexo, deficiências, estado fisiológico (gestação, lactação, infância), atividade física, cultura, hábitos alimentares, etnia.

A quantidade de vitaminas presente nos alimentos é constante?
Não. A quantidade de vitaminas presentes nos alimentos varia de acordo com o seu grau de amadurecimento (no caso das frutas), cozimento, tempo de preparo do prato etc. A quantidade de vitamina de determinados alimentos, estipulada por meio de tabelas, é determinada à partir de valores médios, por meio da composição centesimal dos alimentos.

Quando há necessidade de tomar vitaminas? É aconselhável comer os alimentos no seu estado natural?
Estudos comprovam que, atualmente, há um consumo cada vez maior de alimentos menos nutritivos no mercado, em função do ritmo de vida acelerado e a falta de tempo para o preparo e consumo das refeições. Com isso, o organismo tende a ter carência de nutrientes essenciais, fazendo-se necessária a suplementação vitamínica, sendo hoje a solução mais viável, inclusive, nos períodos de crescimento acelerado.

Em casos em que a quantidade de vitaminas ingeridas na alimentação não atinge as recomendações diárias, deve-se fazer uso de complemento vitamínico, sendo a solução mais viável, mas sempre como suplementação e não como uso exclusivo.

Tomar suplementos de vitaminas e minerais engorda?
Não. As vitaminas e os minerais não têm calorias nem abrem o apetite. Ou seja, não engordam.

Suplementação vitamínica é indicada para quem quer emagrecer?
A suplementação vitamínica não causa o emagrecimento, mas é recomendada para pessoas que estão realizando uma dieta restritiva já que a alimentação nesses casos é carente de vitaminas e minerais.

Se eu tomar suplementos de vitaminas e minerais, corro o risco de ficar intoxicado?
Não há perigo algum desde que se respeite a dose diária indicada na embalagem. Os suplementos vitamínicos vendidos sem receita são formulados para complementar a alimentação e suprir o organismo de nutrientes essenciais.

Posso tomar suplementos de vitaminas e minerais todo dia?
Sim. Os suplementos vitamínicos e minerais vendidos sem receita podem ser tomados diariamente, já que sua finalidade é complementar a dieta.

Há algum risco em consumir vários tipos de suplementos vitamínicos?
Sim. Não se recomenda associar mais de um suplemento, pois poderá haver um consumo excessivo de algumas vitaminas ou de alguns minerais, ultrapassando os limites máximos de segurança.

Tenho que interromper o consumo depois de tomar três meses seguidos?
Não. Os polivitamínicos vendidos sem receita são recomendados para uso por tempo indeterminado.

Devo tomar o suplemento vitamínico e mineral logo ao acordar, ainda em jejum?
Não é proibido, mas o ideal é sempre tomar o suplemento durante uma das refeições para melhorar a absorção das vitaminas lipossolúveis.

A suplementação de vitaminas e minerais é indicada apenas para esportistas?
Não. Os polivitamínicos são uma boa opção para qualquer pessoa que se preocupe em alcançar os níveis de vitaminas e minerais necessários ao bom funcionamento do corpo.

A suplementação de vitaminas aumenta a capacidade física?
Depende. Em pessoas com fadiga causada por carência nutricional, a suplementação restaura o equilíbrio e melhora o vigor físico.

Como saber se há falta de vitaminas no organismo?
De inúmeras maneiras. Como as vitaminas são elementos essenciais para regular as funções metabólicas dentro das células, a sua carência vem associada a inúmeros sintomas. Por exemplo, uma simples fadiga pode ser uma deficiência em vitamina B ou C. Uma taxa alta de colesterol também. Um enfraquecimento dos ossos pode ser causado por deficiência de vitamina D. Porém, nem sempre, a causa desses problemas está associada a deficiência dessas vitaminas, podendo ser originada por outros fatores.

Mulheres grávidas podem tomar suplementos vitamínicos?
Nos casos de gestantes, o uso de suplementos não é contra-indicado, porém deve-se sempre consultar um médico antes da utilização. Para gestantes, é recomendado o uso de suplementos vitamínicos específicos.

A partir de que idade é preciso tomar suplemento vitamínico?
Há suplementos vitamínicos para todas as faixas etárias, e cada um deles deve conter a concentração adequada de nutrientes para cada faixa de idade.

É verdade que o suplemento alimentar é eliminado completamente na urina?
As concentrações de vitaminas e minerais presentes em suplementos vitamínicos que tem como objetivo completar a alimentação não são cumulativas no organismo. Portanto, os nutrientes que o organismo verifica a não necessidade de absorvê-los, serão eliminados na urina e nas fezes.

Em geral, as vitaminas hidrossolúveis (B1, B2, B6, B12, B3, B9, B5, B8 e C), por serem solúveis na água, são eliminadas mais facilmente pelo organismo (transpiração e urina) e devem ser ingeridas diariamente em alimentos que as contenham, por sua capacidade de reserva ser restrita e, logo, suas carências mais comuns.

As vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) são insolúveis em água e solúveis em lipídios, o que torna seu mecanismo de eliminação mais lento já que podem ser armazenadas pelo organismo e a sua carência pode não aparecer por muitos meses.

Os suplementos vitamínicos previnem o envelhecimento?
Os suplementos ajudam na prevenção do envelhecimento por meio da ação das vitaminas C, A e E, que são antioxidantes que combatem os radicais livres.

Os suplementos vitamínicos melhoram a estética, como pele, cabelos e unhas?
Os suplementos podem auxiliar nestes casos, se esses problemas estiverem associados à carência de alguma vitamina ou de algum mineral. Há diversas vitaminas que favorecem não só a saúde como a beleza do corpo.

São elas:
Vitaminas A, C e E são responsáveis por uma pele rejuvenescida;
Vitamina E é antioxidante. Protege contra o fumo passivo e inalação de outros poluentes. Assim como a Vitamina A é indicada para a cicatrização da pele.
Vitamina B5 (ácido pantotênico) auxilia na manutenção de cabelo e unhas saudáveis.
Vitaminas C, E e Zinco fortalecem o sistema imunológico ajudando no combate a gripes e resfriados.
Vitamina D auxilia na absorção do cálcio, promovendo a saúde dos ossos e o fortalecimento dos dentes.

Os suplementos vitamínicos combatem o cansaço físico?
Os suplementos podem auxiliar na melhora do cansaço físico se estiverem associados à carência de alguma vitamina ou de algum mineral.
O ferro e a vitamina B1 presentes nos complexos vitamínicos fornecem energia.
A vitamina C e Zinco melhoram a imunidade do organismo e minimizam os sintomas dos resfriados.
As vitaminas B1 e B2 melhoram o processo digestivo. A B1 ainda alivia azia e a B2 reduz a freqüência e gravidade de enxaquecas.
A B5 auxilia no combate aos sintomas da fadiga crônica, das enxaquecas. E a B6 alivia a insônia, além de também ajudar no combate à depressão.
A B12 aumenta a capacidade de memória e concentração.
Para quem fica muito tempo em frente ao computador, a lubrificação dos olhos depende da vitamina A, que tem melhor absorção quando associada à vitamina E e ao Zinco.

Os suplementos vitamínicos podem prevenir doenças? Quais?
Não há estudos que comprovem que a ingestão diária de suplementos vitamínicos possa prevenir doenças, mas há inúmeras pesquisas reconhecidas pela comunidade científica que apontam a carência de determinadas vitaminas como fator de risco para algumas enfermidades, como derrames cerebrais, câncer, osteoporose e doenças cardiovasculares.

Os suplementos específicos são tão eficazes quanto os mais completos?
Os suplementos específicos suprem carências de apenas alguns nutrientes e possuem uma indicação principal específica. Nestes casos, se não for realizada uma avaliação nutricional adequada, o indivíduo corre o risco de ingerir um tipo de vitamina ou mineral sem necessidade e deixar de consumir outro que está em falta no seu organismo.

Sobre a Wyeth Consumer Healthcare

A Wyeth Consumer Healthcare é um dos grandes competidores mundiais no mercado de analgésicos, remédios para tosse, gripe, alergia e suplementos vitamínicos. Entre as marcas de venda livre mais vendidas estão Centrum, Advil, Caltrate, Magnésia Bisurada e Clusivol.

Presente no Brasil há 60 anos e com aproximadamente 800 funcionários, a Wyeth conta com moderna fábrica em Itapevi, região metropolitana de São Paulo. Para mais informações, visite o site www.wyeth.com.br.

A Wyeth é agora uma subsidiária totalmente pertencente à Pfizer Inc. A fusão das entidades locais Wyeth e Pfizer poderá depender de diversas jurisdições e estará sujeita à conclusão de várias obrigações jurídicas e regulatórias locais.



Estudo confirma efeito protetor nos ossos de suplementos de cálcio

Pessoas com mais de 50 anos de idade que tomam suplementos de cálcio tem aproximadamente 25% menos fraturas e melhor qualidade de vida, segundo revisão realizada por pesquisadores autralianos.

Os especialistas da Universidade do Oeste de Sidney realizaram uma análise que envolveu 63 mil pessoas que tomavam suplementos de cálcio isoladamente ou em combinação com vitamina D.

Os resultados publicados na revista The Lancet, sugerem que o uso, em longo prazo, de suplementos (1200 mg de cálcio, com 800 unidades internacionais de vitamina D) diminuía o risco de fraturas em pessoas mais velhas, tendo importante papel preventivo contra osteoporose.

Fonte: Blog Boa Saúde

Suplemento à base de soja pode reduzir risco de doenças cardíacas

Suplementos diários de um composto encontrado na soja, a genisteína, combinada com cálcio e vitamina D, podem ajudar a prevenir doenças cardíacas e regular a glicose do sangue em mulheres na pós-menopausa, segundo estudo italiano.

Os pesquisadores avaliaram os efeitos da genisteína em aproximadamente 400 mulheres saudáveis, com média de idade de 54 anos, e que passaram pela menopausa por volta dos 49 anos. Metade delas passaram a tomar, diariamente, suplementos de genisteína, e a outra metade, suplementos de placebo, ambos com cálcio o vitamina D. E todas, durante o estudo, tiveram uma alimentação saudável.

Com as análises, os autores concluíram que o componente da soja, junto com cálcio, vitamina D e uma boa alimentação, tem efeitos terapêuticos contra preditores de doença cardíaca.

Fonte: Blog Boa Saúde


Alimentos que previnem o câncer

O que frutas vermelhas, uvas, brócolis e tomate têm em comum? Eles estão no topo da lista dentre os alimentos que protegem contra o câncer.

O Instituto Americano de Pesquisa do Câncer estima que cerca de 1/3 dos 1,4 milhões de casos de câncer que ocorrem anualmente nos Estados Unidos poderiam ser prevenidos se as pessoas adotassem uma dieta saudável.

Se pensarmos que o que comemos se traduz em como o nosso corpo reage, faz todo o sentido de que frutas e legumes orgânicos sejam considerados "estrelas" do cardápio.

Frutas Vermelhas - framboesa, amora, mirtilo (blueberry) são consideradas uma fonte riquíssima de vitamina C, flavonóides, ácido elágico, fibras e outros antioxidantes (substâncias que ajudam na proteção das células do corpo contra os danos cumulativos), que evitam o aparecimento de diversos tipos de câncer, em especial os de cólon, esôfago, pele, bexiga, pulmão e mama.

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Uvas
Fruta abundante em antioxidantes, em especial o resveratrol. Pesquisa científica identificaram que o resveratrol tem a capacidade de impedir que células cancerosas desenvolvam-se na mama, fígado, estômago e sistema linfático. A maior fonte de resveratrol encontra-se na casca da uva. Outro ponto importante: uvas vermelhas são muito mais ricas em resveratrol do que as uvas verdes.

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Brócolis
São vegetais crucíferos, da mesma família da couve-flor, repolho, couve e couve de Bruxelas. Pesquisas descobriram que os vegetais desta família são ricos em isotiocianatos que regulam um complexo sistema enzimático que protegem as células no nosso corpo contra o câncer de estômago, boca, faringe e laringe (garganta) e esôfago.

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Tomate
A cor vermelha do tomate deve-se ao licopeno, antioxidante importante na luta contra o câncer de próstata, mama, útero e melanoma (o mais agressivo tipo de câncer de pele). O interessante é que quanto mais concentrado o tomate, melhor, pois o processamento faz com que o licopeno seja absorvido mais facilmente (extrato de tomate e ketchup, por exemplo).

IMPORTANTE: Vale à pena lembrar que o uso de pesticidas e agrotóxicos de forma não controlada no Brasil ainda constitui um fator preocupante - sempre que possível, compre vegetais orgânicos. Nenhum vegetal possui propriedade de prevenir o aparecimento do câncer isoladamente. Para a prevenção do câncer, recomenda-se uma dieta balanceada, que seja rica em vegetais, fibras e carnes magra e pobre em gorduras (saturadas e trans).

Fonte: Minha Vida


Exercícios em combinação com suplementos podem beneficiar idosos

Dois suplementos populares podem aumentar os efeitos dos exercícios nos músculos e na gordura corporal de adultos mais velhos, segundo um estudo da Universidade McMaster, no Canadá.

Em pesquisa com 19 homens e 20 mulheres com mais de 65 anos, os especialistas descobriram que a combinação de musculação e suplementos de creatina e de ácido linoléico conjugado parecem aumentar a força dos músculos e cortar a gordura corporal mais do que os exercícios sozinhos. Além disso, aqueles que tomaram os suplementos conseguiam ficar mais tempo se exercitando.

Apesar de haver potenciais efeitos colaterais [mito], como diarréia e desidratação, isso não foi observado na pesquisa [não é à toa]. Porém, os autores alertam que estudos maiores e de longo prazo devem ser feitos antes de se recomendar o uso.



Anvisa constata alto teor de sódio em alimentos industrializados

Sódio nos alimentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) constatou teores elevados de sódio em vários alimentos industrializados encontrados nas prateleiras dos supermercados.

Dos mais de 20 tipos de produtos analisados, o macarrão instantâneo apresentou a maior quantidade de sódio.

De acordo com o levantamento, algumas marcas têm mais que o dobro de sódio do que o limite recomendável para consumo diário.

A ingestão do elemento químico em altas concentrações contribui para o surgimento de doenças cardíacas e renais, obesidade, hipertensão e diabetes.

Excesso de sal

A pesquisa revela que os refrigerantes de baixa caloria (light e diet) à base de cola e guaraná têm maior concentração de sódio em comparação com os convencionais.

O estudo constatou ainda diferenças na quantidade de sódio de uma marca para outra. No caso da batata-palha, algumas marcas apresentaram até 14 vezes mais sódio do que o recomendável.

Para a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, a variação mostra que as empresas podem produzir alimentos com menos sódio e recomenda ao consumidor que observe o rótulo das embalagens.

"A população deve saber que existem alimentos semelhantes, porém menos saudáveis. A Vigilância Sanitária não pode dizer que recomenda este ou aquele produto. Seria insano lançarmos uma proibição [desses alimentos] neste momento, porque é preciso desenvolvimento técnico [das empresas para adaptar a produção]", disse a diretora.

Açúcar, ferro e gordura

O estudo avaliou também a quantidade de açúcar, ferro e gorduras trans e saturadas nos alimentos. Os sucos de polpa de fruta apresentaram menos açúcar que os néctares (bebidas com menor concentração de polpa). No caso dos néctares, o de uva foi o que apresentou o maior nível de açúcar.

Na avaliação da gordura saturada, 55% das marcas de batata-palha ultrapassaram o valor médio. Os biscoitos de polvilho lideram o índice de gorduras saturadas e trans.

Os resultados apontaram ainda que 87% das farinhas, dos fubás e dos flocos de milho têm menos ferro e ácido fólico que o exigido em lei.

Ainda este mês, representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e da indústria alimentícia devem se reunir para traçar metas de redução desses nutrientes nos produtos industrializados.

Bebidas energéticas com cafeína propiciam alcoolismo

O consumo regular de bebidas energéticas com altos índices de cafeína favorecem o alcoolismo, revela um estudo publicado nesta terça-feira.

A pesquisa, baseada em cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.

Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e ressaca, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.

O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.

O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.

Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.

Fonte: Yahoo

Vitamina B6 contra câncer de cólon

Leitores blogados em saúde. Atenção aos alimentos que não podem faltar em sua dieta! Frutas como a banana e o abacate, cereais e peixe são fontes de vitamina B6.

Essa vitamina contém, em uma de suas enzimas, um princípio ativo chamado fosfato de piridoxal. Esse simpático princípio de nome estranho parece ter um papel super benéfico na prevenção do câncer de cólon.

A descoberta foi publicada no jornal da Associação Médica Americana – Journal of the American Medical Association. A cada 100 ml de fosfato na corrente sanguínea o risco de câncer diminui em 49%.

“Agora que você já sabe, complemente sua dieta com alimentos ricos em vitamina B6 e contribua para a diminuição dos riscos.”

Fonte: Blog da Saúde

Vitamina B – Benefícios para quem sofre de Alzheimer

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, apresentaram uma descoberta que pode ser um passo importante na busca por formas de retardar os efeitos do Alzheimer.

O estudo, publicado na revista “Public Library of Science One“, sugere que altas doses de vitaminas B podem reduzir pela metade o ritmo do encolhimento do cérebro em pessoas com alguns sinais da doença.

Como foi feita?

A pesquisa avaliou 168 pacientes que sofriam, em algum nível, do declínio mental conhecido como debilidade cognitiva leve.

A condição – marcada por pequenos lapsos de memória e problemas de linguagem – vai além do que é considerado “normal” no processo de envelhecimento e pode ser um indicativo do desenvolvimento de Alzheimer ou outras formas de demência.

Metade dos voluntários recebeu um comprimido diário contendo níveis de ácido fólico, vitamina B6 e B12 acima da dose diária recomendada. A outra metade recebeu um placebo.

Depois de dois anos, os pesquisadores mediram o ritmo de encolhimento do cérebro dos pacientes, um dos sintomas da debilidade cognitiva leve que pode indicar sinais iniciais de demência.

Encolhimento do cérebro

O cérebro de uma pessoa com mais de 60 anos encolhe, em média, a um ritmo de 0,5% ao ano. O cérebro das pessoas que sofrem de debilidade cognitiva leve encolhe a um ritmo duas vezes mais rápido. Nos pacientes de Alzheimer, este ritmo chega a 2,5% ao ano.

Conclusão: Em média, o encolhimento do cérebro dos pacientes que tomaram o complemento vitamínico ocorreu a um ritmo 30% mais lento.

Em alguns casos, este ritmo chegou a ser mais do que 50% mais lento, fazendo com que sua atrofia cerebral fosse equivalente a de uma pessoa sem qualquer debilidade cognitiva.

Vitamina B

Algumas vitaminas B, como ácido fólico, vitamina B6 e B12, controlam os níveis no sangue da substância conhecida como homocisteína. Altos níveis de homocisteína são associados à diminuição mais rápida do cérebro e ao Alzheimer.

As conclusões do estudo sugerem, portanto, que os efeitos da vitamina B sobre os níveis de homocisteína ajudaram a reduzir o ritmo do encolhimento do cérebro.

Segundo o autor da pesquisa, David Smith, os resultados foram mais significativos do que os cientistas esperavam. “Essas vitaminas estão fazendo algo pela estrutura do cérebro. Isso é muito importante porque precisamos protegê-lo para evitar o Alzheimer”, destaca.

As vitaminas B são encontradas normalmente em vários alimentos, inclusive peixe, ovos e verduras.

Só o começo…

Smith afirmou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas para determinar se as altas doses de vitamina B realmente evitam o desenvolvimento de Alzheimer em pacientes com debilidade cognitiva leve.

Por isso, os especialistas ressaltam que ninguém deve sair tomando doses mais altas do que as recomendadas depois deste estudo, já que também há outros riscos para a saúde. É necessário sempre procurar orientação médica.

Suplemento Alimentar: Mais Qualidade de Vida

(adaptado do texto do Dr. Maurício Silveira)

Com a vida cada vez mais agitada, as pessoas estão se alimentando de maneira incorreta e com um cardápio desbalanceado, ficando mais suscetíveis a doenças, ao envelhecimento precoce e a uma diminuição na qualidade de vida. Muitos médicos e nutricionistas têm indicado o uso de suplementos alimentares como forma de equilibrar a dieta, suprir as carências nutricionais e melhorar o funcionamento do organismo.

Esse aumento do uso de suplementos nutricionais já não é mais privilégio de esportistas de alto nível, e passou a fazer parte da dieta de todos praticantes de atividade física e também de pessoas que desejam manter a saúde. “Nos Estados Unidos o consumo de suplementos alimentares é bastante comum. Aqui no Brasil ainda é uma prática que está começando a se difundir e que sofre discriminação por falta de informação”, explica o nutricionista Maurício Silveira.

Todo ser humano possui uma necessidade nutricional para que seu organismo funcione adequadamente. Estas necessidades podem variar para cada pessoa, mas estudos desenvolvidos pela FNB — Food and Nutrition Board determinaram uma tabela, chamada de RDA, com recomendações nutricionais capazes de suprir as necessidades diárias da maioria dos indivíduos.

Entretanto, para seguir a tabela nutricional desenvolvida pela FNB é necessária uma alimentação variada e adequada, o que parece impraticável [porém possível] nos dias atuais. Dentro desse contexto entra a suplementação alimentar, capaz de complementar no organismo as necessidades básicas de carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais que a alimentação não consegue mais suprir.

“Uma alimentação saudável exige o consumo de alimentos variados, incluindo frutas, verduras e legumes das mais diversas cores e variedades; a não ingestão de gorduras e frituras; preferir as carnes magras, como peixes, frango, chester; consumir fibras; diminuir o consumo de doces [ou excluí-los] e fracionar ao máximo as refeições diárias” [se o seu objetivo for emagrecer], explica Maurício.

Para o nutricionista, a maioria das pessoas deve utilizar a suplementação para melhorar a qualidade de vida como um todo, e não somente como forma de melhorar o desempenho nas atividades físicas. “A suplementação pode alavancar o desempenho mental, retardar o envelhecimento e até mesmo ajudar na prevenção de doenças”, reforça o nutricionista.

O que é Suplementação Alimentar?

O ser humano precisa de um regime alimentar adequado e variado para que possa absorver todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento e manutenção de um bom estado de saúde. Alguns estudos revelam que nem sempre o organismo está absorvendo a quantidade necessária para seu bom funcionamento. Nesses casos, o suplemento alimentar repõe o que o organismo não está absorvendo dos alimentos ou que está sendo gasto em demasia.

O suplemento alimentar é toda e qualquer substância que ajuda quando a seleção de alimentos em uma dieta é limitada, completando a ação dos alimentos naturais. Um nutricionista deve sempre ser consultado para ajudar a escolher o suplemento que melhor se adapte à dieta e à rotina de cada pessoa, sem perder de vista a importância da alimentação normal, que deve ser rica e variada em proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais.

Quais os principais tipos de suplementos?
Aminoácidos: Pessoas que desejam aumentar a massa muscular magra são os que mais se beneficiam com a suplementação dos aminoácidos, porque eles são responsáveis pelo crescimento muscular e recuperação das fibras musculares danificadas durante os treinamentos [ou atividades extenuantes].

Hipercalóricos: São produtos à base de carboidratos e proteínas, desenvolvidos para pessoas que desejam ganhar peso corporal (massa magra) por meio da ingestão de quantidades extras de calorias. O melhor hipercalórico é aquele que oferece mais proteínas de maior valor biológico (melhor qualidade). Também é utilizado como substituto de refeição para pessoas que não têm muito tempo para preparar uma refeição.

Hiperprotéicos: Shake com alta concentração de proteínas e baixíssima ou nenhuma concentração de gorduras. Os mais indicados são os hiperproteícos à base de Whey Protein pela sua maior disponibilidade dos aminoácidos BCAA’s e Glutamina. A Whey Protein também é muito utilizado por pessoas que estejam procurando levar uma vida mais saudável e manter um visual bonito.

Termogênicos e Queimadores de gordura: Os termogênicos são substâncias que aumentam a temperatura corporal, ocasionando uma maior queima de calorias e reduzindo o apetite. Auxiliam na metabolização de gorduras, convertendo-as em energia disponível (“queima”). Os inofensivos são a L-Carnitina [indisponível neste momento no mercado nacional] e o CLA. É recomendado para pessoas que queiram acelerar a queima do excesso de gorduras [internas e externas].

BCAA’s: (Aminoácidos de Cadeia Ramificada) L-Valina, L-Leucina e L-Isoleucina representam 30% das proteínas musculares e são importantes para pessoas que praticam atividades físicas prolongadas, pois são utilizados como fonte de energia. Estudos cientificos indicam que a suplementação com BCAA antes e durante o exercício evita a fadiga central e reduz sintomas comuns de overtraining, queda de performance e a depressão.

Carboidratos: Utilizados como a principal fonte de energia imediata para o corpo e o nutriente mais nobre para o cérebro. Praticantes de atividade físicas muitas vezes precisam usar suplementos à base de carboidratos para suprir a maior demanda que seus corpos necessitam. Suplemento fundamental para corredores, ciclistas, nadadores, jogadores de futebol entre outros atletas que praticam atividades de média a longa duração. O carboidrato mais utilizado no meio esportivo é a Maltodextrina (carboidrato complexo de baixo índice glicêmico), ideal para atividades longas. Logo atrás vêm a dextrose e a frutose (carboidratos simples de alto índice glicêmicos). Ideais para reposição rápida da glicose no músculo para recuperação pós treino.

GH’s [naturais]: A arginina e ornitina são aminoácidos que, em conjunto, promovem o aumento do hormônio anabólico GH (hormônio do crescimento). O GH é responsável pelo aumento da síntese de proteínas e é fundamental para a construção de músculos . Também existem muitas evidências de que o GH participa na queima de gordura corporal, na melhora do sono e da força.

"Anabolizantes" naturais: São da classe dos pró-hormonais. São classificados assim por serem precursores de testosterona, mas seus ingredientes são naturais e seguros para o consumo. O principal produto dessa classe é o ZMa, que faz com que a produção do hormônio masculino aumente. Apesar de já ser naturalmente produzido pelo corpo, a suplementação estimula uma maior produção de testosterona no organismo.

Whey Protein: Como já falado anteriormente, é a proteína de melhor qualidade em termos de aminograma. É também conhecida como a proteína do soro do leite (lactoalbumina), com alto grau de pureza. Indicado quando o objetivo é a hipertrofia ou a manutenção da massa magra [veja outras indicações no "menu" deste blog].

Glutamina: É o aminoácido mais abundante no tecido muscular. É também o substrato energético mais usado como “alimento” das células de defesa do organismo, fazendo com que o sistema imunológico fique mais forte, diminuindo muito as chances de infecções, gripes e resfriados, evitando o catabolismo muscular pelo excesso de treinamento. Em alguns casos também é convertida em energia para os músculos.

Meal Replacement Powders (MRP’S): Conhecidos como substitutos de refeição, os MRP´S são uma excelente opção para substituir uma refeição completa, com todos os macrose micronutrientes que o corpo precisa. Quando consumidos regularmente, aceleram o ganho de músculos e a queima de gordura. Os substitutos de refeição vieram para facilitar a vida das pessoas que querem manter a forma física e o bem-estar.

O texto acima tem caráter informativo e não tem a intenção de substituir uma orientação médica ou de um profissional de saúde.

Mais sobre Vitaminas e Minerais

. Um cigarro destrói de 25 a 100 mg de vitamina C.

. Leite com vitamina D sintética pode privar o corpo de magnésio.

. Pessoas que vivem em cidades com muita nebulosidade não recebem a mesma quantidade de vitamina D que seus primos do campo, porque a nebulosidade absorve os raios ultravioleta do sol.

. Mais de um aperitivo por dia pode causar carência de vitaminas B1, B6 e ácido fólico.

. 80% das mulheres norte-americanas têm deficiência de cálcio.

. Dez milhões de mulheres norte-americanas tomam anticoncepcionais por via oral, e quase todas não se dão conta de que a pílula pode interferir com a disponibilidade das vitaminas B6, B12, ácido fólico e vitamina C.

. Na classificação mundal de saúde, os homens norte-americanos estão em décimo segundo lugar e as mulheres em sexto.

. Pesquisadores de câncer do Instituto de Tecnologia de Massachutts descobriram que as vitaminas C e E e determinadas substâncias químicas chamadas "indol", encontradas no repolho, na couve-de-bruxelas e em plantas correlatas da família das crucíferas, são inibidoras potentes e aparentemente seguras de alguns cancerígenos.

. A vitamina B1 pode ajudar a evitar o enjôo em viagens aéreas e marítimas.

. Se você estiver fazendo uma dieta de alto teor protéico, sua necessidade de vitamina B6 aumenta.

. Cebola, alho, rabanete e alho-poró contêm um antibiótico natural chamado "alicina", que pode destruir germes patogênicos sem eliminar as bactérias úteis.

. A aspirina pode triplicar a velocidade de excreção da vitamina C.

. Dezoito metades de nozes podem fornecer todo o suprimento diário de vitamina F.



Vitaminas e Minerais

O que são vitaminas?

Quando se fala em vitaminas, a primeira coisa em que a maioria das pessoas pensa é em "comprimidos", o que já lhes traz a idéia de que elas sejam remédios. Vitamina não é remédio, mas é, principalmente alimento. As vitaminas são substâncias orgânicas necessárias à vida, essenciais para o bom funcionamento do corpo e, com algumas exceções, não podem ser produzidas e nem sintetizadas pelo nosso corpo. São necessárias ao nosso crescimento, vitalidade e bem-estar geral.

Em seu estado natural, elas podem ser encontradas em quantidades mínimas em todos os alimentos orgânicos. Devemos obtê-las ingerindo esses alimentos ou suplementos.

O que precisa ficar bem claro é que esses suplementos, encontrados sob a forma de comprimidos, cápsulas, líquidos e até em injeções, não passam de substâncias alimentícias e, com exceção dos sintéticos, provêm de organismos vivos, vegetais e animais. É impossível manter a vida sem que estejam presentes todas as vitaminas essenciais.

O que não são vitaminas?

Há muitas idéias erradas a respeito das vitaminas. Seguem alguns esclarecimentos:
. Vitaminas não são comprimidos energéticos e não têm valor calórico ou energético próprio.
. Vitaminas não são substituídos para proteínas ou quaisquer outros nutrientes, como minerais, gorduras, carboidratos, água ou até mesmo outras vitaminas.
. As vitaminas, em si, não fazem parte da estrutura de nosso corpo.
. Você não pode tomar vitaminas, parar de comer e ter a pretensão de continuar saudável.

Como funcionam?

Imagine o nosso corpo como o motor de um automóvel e as vitaminas como as velas de ignição. Isso lhe dará uma boa idéia de como essas pequenas maravilhas alimentícias trabalham para nós.
As vitaminas são componentes de nossos sistemas enzimáticos que, agindo como velas de ignição, põem em funcionamento e regularizam o nosso metabolismo, mantendo-nos em movimento com ótimo desempenho.

Comparando com ingestão de outros nutrientes - proteínas, gorduras e carboidratos - nosso consumo de vitaminas (mesmo em alguns regimes de superdosagem) é mínimo. Porém, a deficiência de apenas uma vitamina pode pôr em perigo o organismo inteiro.

Você deve tomar suplementos vitamínicos?

Uma vez que as vitaminas estão presentes em qualquer material orgânico - alguns contêm mais uma do que outra, em maior ou menor quantidade -, você poderia pensar que se comesse os alimentos "certos", em uma dieta bem equilibrada, receberia todas as vitaminas que necessita. E provavelmente estaria certo. O problema é que pouca pessoas têm condições de estabelecer essa dieta ideal.

Na maioria dos restaurantes a comida é requentada ou mantida aquecida sob lâmpadas de raios infravermelhos e, se você os freqüenta assiduamente, corre o risco de ter deficiência de vitaminas A, B e C.

A maioria dos alimentos que comemos foi processada e empobrecida em nutrientes. Pães e cereais, por exemplo: praticamente todos os que se encontram, hoje em dia, nos supermercados, só são ricos numa coisa: carboidratos. Com isso, dá para você entender a necessidade dos suplementos.

Você conhece os minerais?

Embora sejam aproximadamente dezoito os minerais conhecidos necessários à manutenção do corpo e às funções reguladoras, só foram estabelecidas recomendações de quotas dietéticas diárias para seis deles: cálcio, iodo, ferro, fósforo, magnésio e zinco.

Os minerais ativos em seu organismo são: cálcio, cloro, cobalto, cobre, cromo, enxofre, ferro, flúor, fósforo, iodo, magnésio, manganês, molibdênio, potássio, selênio, sódio, vanádio e zinco.

Fonte: Sundown Vitaminas

Fumar aumenta risco de Alzheimer

Destruindo o cérebro

Fumar pesadamente na meia-idade pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer em até 157%.

Segundo ma nova pesquisa, realizada por um grupo internacional de pesquisadores, o risco de uma outra forma de demência, a demência vascular, pode chegar a 172%.

Este é o primeiro estudo de longo prazo a analisar as consequências do tabagismo intenso sobre a demência mais tarde na vida.

Os cientistas analisaram dados de 21.123 homens e mulheres, com idade média de 23 anos, que participaram de um levantamento entre 1978 e 1985. Eles foram acompanhados durante 23 anos.

Foram considerados os participantes que, nesse período, haviam fumado dois maços de cigarro por dia ou mais.

Demência

Diagnósticos de demência, incluindo Alzheimer (o tipo mais comum de demência) e demência vascular (a segunda forma mais comum), foram registrados de 1º de janeiro de 1994, quando a idade média dos participantes do estudo era de 71,6 anos, até 31 de julho de 2008.

Um total de 5.367 participantes (25,4%) foi diagnosticado com demência, com 1.136 deles com Alzheimer e 416 com demência vascular.

Os pesquisadores observaram que, em comparação com os não fumantes, aqueles que fumaram mais de dois maços de cigarro por dia durante o período analisado tiveram um aumento de 157% no risco de desenvolvimento de Alzheimer e de 172% no de demência vascular.

Ex-fumantes e pessoas que fumaram menos de meio maço por dia não apresentaram aumento significativo no risco de desenvolvimento das doenças.

Neurodegeneração

A associação entre fumo e demência não variou de acordo com a raça ou o sexo dos participantes. Segundo os autores do estudo, sabe-se que o fumo é um fator de risco para acidente vascular cerebral e o hábito pode contribuir para o risco de demência por meio de mecanismos semelhantes.

Fumar também contribui com o estresse oxidativo e com inflamações, que se estima serem importantes para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. "É possível que fumar afete o desenvolvimento de demência por meio de caminhos vasculares e neurodegenerativos", sugeriram os autores.

O estudo, coordenado pelo finlandês Minna Rusanen, do Hospital Universitário Kuopio, foi publicado nesta segunda-feira no site do Archives of Internal Medicine.

Álcool é pior do que heroína e crack

Droga mais prejudicial

O álcool é mais prejudicial à saúde das pessoas do que a heroína ou o crack, garante o professor David Nutt e seus colegas da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

Em seu estudo, que acaba de ser publicado na revista científica Lancet, Nutt e seus colegas classificaram os danos que cada substância causa, em uma escala de 16 pontos.

Os danos são avaliados não apenas em relação ao próprio usuário, mas também em relação à sociedade como um todo.

Entre os critérios avaliados estão os efeitos sobre a saúde física e mental do usuário, danos sociais - incluindo crimes e problemas de relacionamento familiar -, danos ambientais, custos econômicos e até problemas de política internacional.

Droga lícita

A heroína e a metanfetamina foram consideradas as drogas mais prejudiciais ao usuário diretamente. Esta última, uma espécie de anfetamina, é várias vezes mais barata do que a cocaína, mas é capaz de produzir efeitos muito mais poderosos. É também conhecida como ice ou crystal meth.

Mas quando são considerados os danos globais, incluindo os sociais, o álcool, a heroína e o crack ocupam os primeiros lugares.

O que chama a atenção é que o primeiro posto é ocupado por uma droga lícita, aceita naturalmente pela sociedade como se fosse uma substância benigna. Na verdade, o álcool é classificado como sendo três vezes mais danoso do que a cocaína ou o cigarro.

"Nossas conclusões dão suporte a outros trabalhos, realizados no Reino Unido e na Holanda, que afirmam que o atual sistema de classificação das drogas tem pouca relação com as evidências de danos [que cada uma causa]", diz o estudo.

"Elas também concordam com as conclusões de relatórios anteriores de especialistas de que combater agressivamente os danos causados pelo álcool é uma estratégia de saúde pública válida e necessária," prosseguem os cientistas.

Outras

Segundo os cientistas, o cigarro - outra droga lícita - e a cocaína são igualmente nocivos quando é levado em conta o aspecto social imediato do usuário, ou seja, seu círculo mais próximo.

O LSD e o ecstasy foram consideradas as drogas menos danosas à sociedade como um todo.

Embora as drogas ilícitas normalmente causem dependência mais facilmente (veja Cientistas descobrem por que a cocaína vicia tanto) do que as drogas lícitas, como o cigarro e o álcool, como há muito mais pessoas usando estas últimas, o prejuízo global à sociedade é muito maior, consideram os pesquisadores.

Fonte: Diário da Saúde

Coquetel de aminoácidos pode ajudar a viver mais

Forma física e coordenação

Um estudo realizado por cientistas na Itália revelou que camundongos que beberam um coquetel com três tipos de aminoácido tiveram um aumento de 12% de suas expectativas de vida em comparação com cobaias que não passaram pelo tratamento.

Além de viver mais, os camundongos que tomaram os aminoácidos também mostraram uma melhora na forma física e na coordenação, revertendo problemas associados à idade avançada.

Nos experimentos, descritos em um artigo na publicação científica Cell Metabolism, as cobaias saudáveis, de meia-idade, receberam água contendo os aminoácidos leucina, isoleucina e valina.

Estudos anteriores haviam comprovado que estes três aminoácidos aumentam a expectativa de vida das leveduras.

Suplementos de aminoácidos

Os aminoácidos são moléculas que formam as proteínas.

Eles são comercializados na forma de suplementos para fisiculturistas, pois ajudam a cultivar a massa muscular.

A equipe de pesquisadores, liderada por Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, disse que o estudo oferece uma análise do papel dos aminoácidos na prevenção e no controle de doenças relacionadas à idade em humanos.

No entanto, lembram que ainda é preciso fazer mais testes para conhecer ao certo o grau de eficiência do tratamento em humanos.

Ômegas contra a Obesidade

Gorduras insaturadas

Pesquisa realizada na Unicamp revelou que os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 não apenas interrompem, mas também revertem o processo inflamatório causado por dietas ricas em gorduras saturadas numa região do cérebro chamada hipotálamo.

O hipotálamo é responsável pelo controle da fome e do gasto energético. O processo inflamatório ocasiona a perda deste controle neural e abre espaço para o desenvolvimento da obesidade.

Os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 estão presentes, respectivamente, na semente de linhaça e no azeite de oliva.

O estudo revelou ainda, em descrição inédita na literatura, que o ômega-9, ao contrário do que se sabia até o momento, é mais potente em reverter essas condições do que o ômega-3, reconhecido como um clássico anti-inflamatório.

A pesquisa, que acaba de ganhar o primeiro lugar no Prêmio Henri Nestlé, certame nacional de grande impacto na área da nutrição, foi realizada por Dennys Esper Cintra, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp em Limeira, e por Lício Velloso, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Gorduras saturadas

Estudos recentes mostram que dietas ricas em gorduras saturadas - como as presentes nas carnes bovina e suína, e em seus derivados como leite, queijos e manteiga - lesionam o hipotálamo ao darem início a um tipo de inflamação local que acaba influenciando em seu funcionamento.

Esse processo inflamatório, quando prolongado, pode causar a morte de neurônios e, consequentemente, a perda deste controle neural. Uma vez inflamado, o hipotálamo perde parte de suas funções, ao ter reduzida a sua capacidade de "percepção" entre o momento de sinalizar para o organismo a estocagem ou a queima de energia.

Pesquisas anteriores do grupo haviam revelado que tal inflamação é desencadeada por um receptor do sistema imune denominado Toll-Like Receptor 4 (TLR4). Este receptor é capaz de reconhecer uma substância presente na parede celular de bactérias, e, quando ativado, produz citocinas que causam inflamação.

Demonstrou-se que essa substância presente na parede de bactérias também está presente nos alimentos ricos em gorduras saturadas. Quando consumidas em larga escala, como é o caso das dietas ocidentais, essas grandes quantidades de gordura são capazes de sensibilizar esses receptores, simulando uma infecção.

"Isso ocorre por todo o organismo, mas quando essas gorduras encontram esses receptores no hipotálamo, o estrago pode ser maior, pois é ali que se encontra a caixa-preta do nosso balanço energético" diz o pesquisador. Logo, algumas pessoas, quando expostas a dietas hipercalóricas, perdem gradativamente o controle da fome e passam a consumir mais calorias do que gastam, tornando-se obesas com o decorrer do tempo.

Ômega-3 e ômega-9

Os ensaios nutrigenômicos realizados por Cintra em modelos experimentais compararam a ação dos ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 no hipotálamo de camundongos obesos e diabéticos e demonstrou que essas substâncias são capazes não apenas de atenuar a inflamação e restabelecer o processo de sinalização celular que controla o apetite como também de interromper os sinais de morte celular que vinham se instaurando.

Durante o tratamento com os ômegas, a sinalização da insulina e leptina (hormônios que indicam ao cérebro que há a presença de nutrientes e que está na hora de parar de comer) perdida em animais obesos e diabéticos foi restabelecida. Houve restauração de todo o perfil metabólico dos animais, culminando em perda de peso.

A pesquisa mostrou, no entanto, que para que os resultados sejam efetivamente alcançados é preciso uma ingestão contínua desses nutrientes, somada à descontinuidade da ingestão elevada de alimentos ricos em gordura saturada, ou seja, é preciso que haja uma reeducação alimentar, pois, uma vez interrompido o tratamento, os neurônios voltam a sofrer o processo de apoptose (morte celular).

Hipotálamo

No estudo, inicialmente, induziu-se a obesidade e diabetes nos animais, por meio da ingestão de uma dieta altamente calórica, rica em gorduras saturadas, bastante semelhante à consumida atualmente por populações ocidentais.

Numa segunda etapa, quando do início do tratamento, os animais foram distribuídos em grupos que receberam dietas acrescidas de ômega-3 ou ômega-9, em concentrações crescentes.

É sabido que a simples redução no consumo de gorduras saturadas já é o suficiente para a melhora no perfil metabólico em diversas espécies, inclusive em humanos.

Contudo, quando tais ácidos são ainda agregados à alimentação, os processos negativos gerados no hipotálamo pelo consumo crônico da gordura saturada melhoraram de forma exuberante. Houve recuperação do comportamento alimentar adequado, devido principalmente ao aumento na expressão de proteínas anti-inflamatórias e antiapoptóticas, além da redução significativa na expressão de marcadores pró-inflamatórios e pró-apoptóticos no hipotálamo dos camundongos.

Para confirmar a ação específica dos ácidos graxos ômega-3 e 9, os pesquisadores infundiram as substâncias diretamente no hipotálamo de animais obesos, e observaram redução imediata no consumo de alimentos. Após uma semana de infusão direta no hipotálamo, os animais já tinham perdido mais de 10% do seu peso corporal.

Gasto energético

Somado a estes fatores, ambos os experimentos demonstraram que a perda de peso não se deveu apenas à recuperação do controle nervoso da fome, mas também porque tais substâncias aumentaram o gasto energético dos animais.

Quando infundido diretamente no hipotálamo, ou mesmo quando consumidos por via oral, ambos, ômega 3 e 9, aumentam no tecido adiposo marrom a expressão de uma proteína chamada UCP-1, que é responsável pelo aumento do gasto energético. Com isso, a atividade das proteínas da via da insulina e da leptina foi restaurada. Os animais se tornaram muito mais tolerantes à glicose e também mais sensíveis às ações da insulina, antes prejudicada pela obesidade.

Outro fato surpreendente foi demonstrado nesse estudo. "Como dito anteriormente, os ômegas foram suplementados nas dietas em várias concentrações. A resposta mais interessante se demonstrou nos grupos que receberam as menores concentrações na dieta, tanto de ômega-3 quanto de ômega-9. Embora os animais diabéticos não tenham deixado de ser diabéticos, a glicemia foi reduzida de forma expressiva e se tornou controlável através apenas da alimentação nesses grupos", revelou Cintra.

O impacto da substituição dos ácidos graxos na variação do peso corporal foi dependente da composição, mas não do tipo de ácido graxo. "Observamos que quando os animais consumiam esses ácidos graxos, ou quando aplicávamos diretamente no hipotálamo, a inflamação era finalizada. Os sinais de insulina e leptina enviados pela periferia chegavam até o hipotálamo e cumpriam a obrigação deles informando ao organismo que já havia nutrientes em quantidade suficientes, e que a fome deveria desaparecer", explicou Cintra.

As concentrações testadas nas dietas correspondentes aos melhores resultados são quantidades passíveis de consumo no dia a dia, por meio de um acréscimo natural desses alimentos em nossas refeições diárias, sem a necessidade de suplementos alimentares. Alimentos como semente de linhaça marrom, óleo de soja, sardinha e canola apresentam custos razoáveis e também excelentes fontes de ômega-3. Da mesma forma, o azeite de oliva, óleo de soja, abacate e amendoim são fontes saudáveis de ômega-9.

Criação de novos neurônios

Além de mostrar que os ácidos graxos ômega-3 e ômega-9 são capazes de interromper os sinais de morte celular, inibir a inflamação e restabelecer a sinalização celular das vias da leptina e da insulina, o trabalho trouxe evidências de que esses ácidos podem desencadear também um estímulo à gênese de novos neurônios, num processo chamado de neurogênese.

A próxima empreitada será investigar a possibilidade dessa síntese de novos neurônios, e verificar se tais ácidos graxos possuem a capacidade de exercer plasticidade sobre os neurônios afetados de indivíduos obesos, revertendo assim o processo de morte instaurado pelos ácidos graxos saturados.

"Precisamos descobrir se essa plasticidade ocorre no local onde os neurônios foram mortos pelo excesso de gordura saturada. Ainda não sabemos até que ponto, e nem por que razão, mas o ômega-3 é capaz de estimular a multiplicação de neurônios.

O estudo indicou que o ômega-3 pode ter sido o responsável pela regeneração daqueles neurônios que já haviam morrido naquela região do hipotálamo. O próximo passo será descobrir se o ômega-3 é mesmo capaz de restabelecer os neurônios controladores da fome, e assim devolver ao indivíduo a capacidade perdida de controlar sua fome após ele ter-se tornado obeso", concluiu Cintra.

Morte dos neurônios

Isto torna o assunto em questão ainda mais delicado: como a morte dos neurônios pode ser irreversível - os estudos na área ainda são muito incipientes - a possibilidade de o vício ou a compulsão por comidas gordurosas e altamente calóricas acontecer pode ser ainda mais grave.

De acordo com Cintra, é preciso que cada vez mais políticas públicas de prevenção à obesidade sejam implantadas, e que haja todo um esforço de reeducação alimentar entre a população, desde a infância.

"Uma vez que a pessoa se torna obesa, fica difícil reverter o processo de obesidade, ou, ao menos, de devolvê-la o controle da fome. Mesmo com o enorme avanço da ciência, esta ainda se encontra de mãos atadas em relação à obesidade. Ainda não temos nenhuma saída satisfatória para a doença, por isso é tão importante a prevenção. O indivíduo não pode se tornar obeso, porque a partir desse momento ele pode estar entrando em um caminho sem volta", afirma Cintra.

Por esta razão, a melhor saída continua sendo, de acordo com cientistas e especialistas, investir em programas de conscientização, reeducação alimentar, e de estímulos às práticas de atividades físicas, para assim, tentar evitar que a obesidade atinja um patamar irreversível.

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