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Quinua, um cereal rico em proteínas de alto valor biológico

A quinua (pronuncia-se quínua ou quinúa) é um grão arredondado de cerca de 2,63 mm, de cor amarelada, cujo valor nutritivo SÓ É COMPARADO AO LEITE MATERNO. Cereal sagrado para os Incas, a quinua era chamada de "Grano Madre" ou "Grano de Oro" e venerada como símbolo religioso. O nome "quinua" é de origem quéchua, o idioma usado pelos antigos incas. A quinua conta com mais de 2000 variedades. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera a quinua como alimento único por seu altíssimo valor nutricional.

As proteínas necessárias ao bom funcionamento do organismo humano são compostas de 20 aminoácidos diferentes, sendo que alguns deles não podem ser fabricados pelo corpo. Por esse motivo, devem ser ingeridos na dieta. o grande valor nutricional da quinua está no fato de possuir 23% de proteínas, o dobro da maioria dos vegetais. Trata-se de um balanço de aminoácidos excepcionalmente atrativo para a nutrição humana devido aos seus altos níveis de lisina e de metionina. Em seu conteúdo nutricional conta com 20 aminoácidos, sendo que 10 deles são essenciais: histidina, isolucina, leucina, lisina, metionina, fenilananina, treonina, triptofano, valina e arginina.

De acordo com o resultado de algumas experiências, essas proteínas são mais favoráveis ao crescimento do que as contidas no leite. Além dos aminoácidos essenciais, a quinua é rica em vitaminas do complexo A, B6, B1 e, em menores quantidades, de vitaminas E e C. Possui ainda minerais como ferro, fósforo, cálcio e magnésio.

A quinua é um alimento completo, rico em ômega 3 e 6, de qualidade superior a diversos alimentos de origem animal, como a carne, o leite os ovos e o peixe. Além disso, é qualidade como o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano pela Academia de Ciências dos estados Unidos. Foi selecionada pela Nasa para integrar a dieta de astronautas em vôos espaciais de longa duração, devido ao seu extraordinário valor nutritivo.

Fonte: Revista Vida e Saúde
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Ômegas contra a Obesidade

Gorduras insaturadas

Pesquisa realizada na Unicamp revelou que os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 não apenas interrompem, mas também revertem o processo inflamatório causado por dietas ricas em gorduras saturadas numa região do cérebro chamada hipotálamo.

O hipotálamo é responsável pelo controle da fome e do gasto energético. O processo inflamatório ocasiona a perda deste controle neural e abre espaço para o desenvolvimento da obesidade.

Os ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 estão presentes, respectivamente, na semente de linhaça e no azeite de oliva.

O estudo revelou ainda, em descrição inédita na literatura, que o ômega-9, ao contrário do que se sabia até o momento, é mais potente em reverter essas condições do que o ômega-3, reconhecido como um clássico anti-inflamatório.

A pesquisa, que acaba de ganhar o primeiro lugar no Prêmio Henri Nestlé, certame nacional de grande impacto na área da nutrição, foi realizada por Dennys Esper Cintra, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp em Limeira, e por Lício Velloso, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.

Gorduras saturadas

Estudos recentes mostram que dietas ricas em gorduras saturadas - como as presentes nas carnes bovina e suína, e em seus derivados como leite, queijos e manteiga - lesionam o hipotálamo ao darem início a um tipo de inflamação local que acaba influenciando em seu funcionamento.

Esse processo inflamatório, quando prolongado, pode causar a morte de neurônios e, consequentemente, a perda deste controle neural. Uma vez inflamado, o hipotálamo perde parte de suas funções, ao ter reduzida a sua capacidade de "percepção" entre o momento de sinalizar para o organismo a estocagem ou a queima de energia.

Pesquisas anteriores do grupo haviam revelado que tal inflamação é desencadeada por um receptor do sistema imune denominado Toll-Like Receptor 4 (TLR4). Este receptor é capaz de reconhecer uma substância presente na parede celular de bactérias, e, quando ativado, produz citocinas que causam inflamação.

Demonstrou-se que essa substância presente na parede de bactérias também está presente nos alimentos ricos em gorduras saturadas. Quando consumidas em larga escala, como é o caso das dietas ocidentais, essas grandes quantidades de gordura são capazes de sensibilizar esses receptores, simulando uma infecção.

"Isso ocorre por todo o organismo, mas quando essas gorduras encontram esses receptores no hipotálamo, o estrago pode ser maior, pois é ali que se encontra a caixa-preta do nosso balanço energético" diz o pesquisador. Logo, algumas pessoas, quando expostas a dietas hipercalóricas, perdem gradativamente o controle da fome e passam a consumir mais calorias do que gastam, tornando-se obesas com o decorrer do tempo.

Ômega-3 e ômega-9

Os ensaios nutrigenômicos realizados por Cintra em modelos experimentais compararam a ação dos ácidos graxos insaturados ômega-3 e ômega-9 no hipotálamo de camundongos obesos e diabéticos e demonstrou que essas substâncias são capazes não apenas de atenuar a inflamação e restabelecer o processo de sinalização celular que controla o apetite como também de interromper os sinais de morte celular que vinham se instaurando.

Durante o tratamento com os ômegas, a sinalização da insulina e leptina (hormônios que indicam ao cérebro que há a presença de nutrientes e que está na hora de parar de comer) perdida em animais obesos e diabéticos foi restabelecida. Houve restauração de todo o perfil metabólico dos animais, culminando em perda de peso.

A pesquisa mostrou, no entanto, que para que os resultados sejam efetivamente alcançados é preciso uma ingestão contínua desses nutrientes, somada à descontinuidade da ingestão elevada de alimentos ricos em gordura saturada, ou seja, é preciso que haja uma reeducação alimentar, pois, uma vez interrompido o tratamento, os neurônios voltam a sofrer o processo de apoptose (morte celular).

Hipotálamo

No estudo, inicialmente, induziu-se a obesidade e diabetes nos animais, por meio da ingestão de uma dieta altamente calórica, rica em gorduras saturadas, bastante semelhante à consumida atualmente por populações ocidentais.

Numa segunda etapa, quando do início do tratamento, os animais foram distribuídos em grupos que receberam dietas acrescidas de ômega-3 ou ômega-9, em concentrações crescentes.

É sabido que a simples redução no consumo de gorduras saturadas já é o suficiente para a melhora no perfil metabólico em diversas espécies, inclusive em humanos.

Contudo, quando tais ácidos são ainda agregados à alimentação, os processos negativos gerados no hipotálamo pelo consumo crônico da gordura saturada melhoraram de forma exuberante. Houve recuperação do comportamento alimentar adequado, devido principalmente ao aumento na expressão de proteínas anti-inflamatórias e antiapoptóticas, além da redução significativa na expressão de marcadores pró-inflamatórios e pró-apoptóticos no hipotálamo dos camundongos.

Para confirmar a ação específica dos ácidos graxos ômega-3 e 9, os pesquisadores infundiram as substâncias diretamente no hipotálamo de animais obesos, e observaram redução imediata no consumo de alimentos. Após uma semana de infusão direta no hipotálamo, os animais já tinham perdido mais de 10% do seu peso corporal.

Gasto energético

Somado a estes fatores, ambos os experimentos demonstraram que a perda de peso não se deveu apenas à recuperação do controle nervoso da fome, mas também porque tais substâncias aumentaram o gasto energético dos animais.

Quando infundido diretamente no hipotálamo, ou mesmo quando consumidos por via oral, ambos, ômega 3 e 9, aumentam no tecido adiposo marrom a expressão de uma proteína chamada UCP-1, que é responsável pelo aumento do gasto energético. Com isso, a atividade das proteínas da via da insulina e da leptina foi restaurada. Os animais se tornaram muito mais tolerantes à glicose e também mais sensíveis às ações da insulina, antes prejudicada pela obesidade.

Outro fato surpreendente foi demonstrado nesse estudo. "Como dito anteriormente, os ômegas foram suplementados nas dietas em várias concentrações. A resposta mais interessante se demonstrou nos grupos que receberam as menores concentrações na dieta, tanto de ômega-3 quanto de ômega-9. Embora os animais diabéticos não tenham deixado de ser diabéticos, a glicemia foi reduzida de forma expressiva e se tornou controlável através apenas da alimentação nesses grupos", revelou Cintra.

O impacto da substituição dos ácidos graxos na variação do peso corporal foi dependente da composição, mas não do tipo de ácido graxo. "Observamos que quando os animais consumiam esses ácidos graxos, ou quando aplicávamos diretamente no hipotálamo, a inflamação era finalizada. Os sinais de insulina e leptina enviados pela periferia chegavam até o hipotálamo e cumpriam a obrigação deles informando ao organismo que já havia nutrientes em quantidade suficientes, e que a fome deveria desaparecer", explicou Cintra.

As concentrações testadas nas dietas correspondentes aos melhores resultados são quantidades passíveis de consumo no dia a dia, por meio de um acréscimo natural desses alimentos em nossas refeições diárias, sem a necessidade de suplementos alimentares. Alimentos como semente de linhaça marrom, óleo de soja, sardinha e canola apresentam custos razoáveis e também excelentes fontes de ômega-3. Da mesma forma, o azeite de oliva, óleo de soja, abacate e amendoim são fontes saudáveis de ômega-9.

Criação de novos neurônios

Além de mostrar que os ácidos graxos ômega-3 e ômega-9 são capazes de interromper os sinais de morte celular, inibir a inflamação e restabelecer a sinalização celular das vias da leptina e da insulina, o trabalho trouxe evidências de que esses ácidos podem desencadear também um estímulo à gênese de novos neurônios, num processo chamado de neurogênese.

A próxima empreitada será investigar a possibilidade dessa síntese de novos neurônios, e verificar se tais ácidos graxos possuem a capacidade de exercer plasticidade sobre os neurônios afetados de indivíduos obesos, revertendo assim o processo de morte instaurado pelos ácidos graxos saturados.

"Precisamos descobrir se essa plasticidade ocorre no local onde os neurônios foram mortos pelo excesso de gordura saturada. Ainda não sabemos até que ponto, e nem por que razão, mas o ômega-3 é capaz de estimular a multiplicação de neurônios.

O estudo indicou que o ômega-3 pode ter sido o responsável pela regeneração daqueles neurônios que já haviam morrido naquela região do hipotálamo. O próximo passo será descobrir se o ômega-3 é mesmo capaz de restabelecer os neurônios controladores da fome, e assim devolver ao indivíduo a capacidade perdida de controlar sua fome após ele ter-se tornado obeso", concluiu Cintra.

Morte dos neurônios

Isto torna o assunto em questão ainda mais delicado: como a morte dos neurônios pode ser irreversível - os estudos na área ainda são muito incipientes - a possibilidade de o vício ou a compulsão por comidas gordurosas e altamente calóricas acontecer pode ser ainda mais grave.

De acordo com Cintra, é preciso que cada vez mais políticas públicas de prevenção à obesidade sejam implantadas, e que haja todo um esforço de reeducação alimentar entre a população, desde a infância.

"Uma vez que a pessoa se torna obesa, fica difícil reverter o processo de obesidade, ou, ao menos, de devolvê-la o controle da fome. Mesmo com o enorme avanço da ciência, esta ainda se encontra de mãos atadas em relação à obesidade. Ainda não temos nenhuma saída satisfatória para a doença, por isso é tão importante a prevenção. O indivíduo não pode se tornar obeso, porque a partir desse momento ele pode estar entrando em um caminho sem volta", afirma Cintra.

Por esta razão, a melhor saída continua sendo, de acordo com cientistas e especialistas, investir em programas de conscientização, reeducação alimentar, e de estímulos às práticas de atividades físicas, para assim, tentar evitar que a obesidade atinja um patamar irreversível.

Saúde através da Linhaça

A semente do linho, conhecida como linhaça, vem sendo muito estudada por pesquisadores e cientistas em todo o mundo. Rica em fibras, vitaminas e minerais, a linhaça tem sido cada vez mais procurada por aqueles que buscam saúde.

Existem duas variedades: a dourada e a marrom. A primeira é mais comum nas regiões de clima frio, como o Canadá, e a marrom já está adaptada ao clima do mediterrâneo, por isso é a mais comumente encontrada no Brasil. A diferença fundamental está na consistência e sabor. A casca da linhaça dourada é mais fina e o sabor é mais suave. Entretanto, quanto à composição, praticamente não há diferença entre as duas. Ainda não existe um consenso em relação à quantidade diária a ser consumida, por isso é preciso introduzir com cautela este alimento na dieta.

A forma ideal de consumir a linhaça é triturando-a, pois sua casca é resistente à ação do suco gástrico e poderia passar intacta pelo aparelho digestivo. Este processo potencializa a absorção dos nutrientes.Alguns componentes importantes são: fibras, ácidos graxos (ômegas 3 e 6), fitoestrógenos (lignanas), vitaminas A, E, B1, B6, potássio, magnésio, fósforo, cálcio, ferro, cobre, zinco, manganês e selênio. Não contém glúten, podendo ser utilizada por pessoas com doença celíaca. Cada um destes nutrientes possui um papel específico, que torna a linhaça um poderoso alimento funcional.

As fibras ajudam na digestão e auxiliam o funcionamento do intestino, reduzindo o risco de câncer colo-retal. São muito utilizadas na dieta de obesos, pois aumentam a saciedade, reduzindo a ingestão alimentar. Úteis ainda na prevenção de diabetes e doenças coronarianas, pois atuam no controle da glicemia e das taxas de colesterol sérico.

Dentre os ácidos graxos, destacam-se os ômegas 3 e 6, que estão em perfeita harmonia na linhaça. O ômega 3 tem efeito cardioprotetor, ajudando a reduzir o colesterol total e o LDL, a agregação plaquetária e a pressão arterial. Sua ação antioxidante, o faz potente contra a formação de placas de ateroma, além de reforçar o sistema imunológico. Os aminoácidos arginina, glutamina e histidina, presentes na proteína da linhaça, também estão relacionados ao fortalecimento do sistema imunológico.

O ômega 3 inibe a formação de mediadores pró-inflamatórios, sendo útil no tratamento de diversas doenças como: inflamação ocular, artrite reumatóide, psoríase, esclerose múltipla e lupus. Ajuda no tratamento da depressão e na melhora das funções mentais, sendo útil na prevenção de demência e mal de Alzheimer. O óleo é de linhaça é utilizado no tratamento de deficiência lacrimal. Contribui ainda para a beleza da pele, sendo indicado para peles secas, manchas, acne, espinhas e eczema. O óleo de linhaça prensado a frio é fonte de vitamina E, uma vitamina antioxidante importante para manter a qualidade do óleo e evitar a oxidação e perda do ômega 3.

Os fitoestrógenos são substâncias produzidas pelas plantas com efeitos similares ao hormônio feminino estrógeno. A linhaça é muito rica em lignana, um fitoestrógeno que ajuda no equilíbrio hormonal, combatendo os sintomas da tensão pré-menstrual e menopausa. Ajudam na manutenção da saúde óssea e na redução do risco de câncer de mama e próstata.

Seja a semente, a farinha, o óleo ou a cápsula a linhaça traz inúmeros benefícios para a saúde. Vale a pena conferir!

Fonte: Vitgold
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