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Conheça o BCAA

Sigla que se refere a sua designação em inglês Branched Chain Amino Acids, também é conhecido por aminoácidos de cadeia ramificada. É composto por 3 aminoácidos essenciais: leucina, isoleucina e valina. Estes aminoácidos não são produzidos em nosso organismo, precisamos obtê-los pela alimentação ou através de suplementos, que podem apresentar-se na forma líquida ou em cápsulas. As principais fontes alimentares de BCAAs são as carnes em geral, ovos, leite e seus derivados. A proteína isolada do soro do leite (Whey Protein) é uma das fontes mais ricas. Estudos apontam os seguintes efeitos à suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada em praticantes de atividades físicas: estímulo da síntese protéica, retardo da ocorrência de fadiga central, aumento do rendimento esportivo, preservação dos estoques de glicogênio muscular e aumento dos níveis plasmáticos de glutamina.

Energia

Esses aminoácidos completam um terço de toda a proteína muscular, aproximadamente 17% de BCAAs são encontrados nas proteínas dos músculos, para os quais esses aminoácidos fornecem até 16% de energia. Os BCAAs são oxidados rápida e preferencialmente pelo músculo esquelético, durante exercícios de intensidade moderada a alta e de longa duração, situação na qual se observa uma queda em suas concentrações plasmáticas, provocada pelo maior desvio desses aminoácidos para a produção de energia durante o exercício. Apesar destes aminoácidos não serem considerados a principal fonte de energia para o processo de contração muscular, sabe-se que atuam como importante fonte de energia muscular durante o estresse metabólico. Nosso corpo degrada esses aminoácidos para produzir mais energia, através do processo de gliconeogênese, formação de energia a partir de outros compostos, que não seja a glicose. Para suprir a demanda durante os treinos o corpo busca esses aminoácidos no tecido muscular, criando uma situação de catabolismo. Ao suplementar BCAAs, há uma tentativa de suprimir essa demanda, evitando a captação deles nos músculos e promovendo um estado mais anabólico, podendo acelerar o processo de recuperação da musculatura. Os BCAAs podem ser utilizados para recuperação mais rápida e eficiente entre treinos e competições seguidas.

Síntese Protéica

Estudos demonstram que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, principalmente a leucina, pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo de proteínas, aumentando significativamente a taxa de síntese, diminuindo a taxa de degradação de proteína na musculatura em repouso e, conseqüentemente, reduzindo a possibilidade de lesão muscular pós-exercício. A leucina tem papel no crescimento muscular, pois além de estimular a síntese protéica, estimula a síntese de insulina pelo pâncreas, hormônio com potente efeito anabólico e importante na hipertrofia muscular, pois facilita a entrada dos aminoácidos nas células para que possam servir de substrato para “construção” das células musculares.

Fadiga

A fadiga pode ser definida como um conjunto de manifestações produzidas pelo exercício prolongado, que tem como conseqüência prejuízo na capacidade funcional de manter ou continuar a atividade física. Na fadiga central, os mecanismos relacionados à ocorrência seriam a hipoglicemia e a alteração plasmática na concentração de aminoácidos de cadeia ramificada e triptofano. Sabe-se que os BCAAs e o triptofano competem entre si, em situações em que os níveis plasmáticos de BCAAs se encontram reduzidos, como ocorre em exercícios prolongados, isto facilitaria a entrada de triptofano no cérebro, aumentando a produção de serotonina, que por sua vez é um mediador potencial da fadiga central. Portanto, acredita-se que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada pode reduzir a formação da serotonina, retardando assim a fadiga e melhorando o desempenho esportivo.

Imunidade

Durante exercícios de resistência, há uma diminuição dos níveis plasmáticos de glutamina, que serve como fonte de energia para importantes células do sistema imunológico. Já que os BCAAs servem de substrato para a síntese de glutamina, sua administração após o exercício aumentaria as concentrações da mesma, diminuindo assim a incidência de infecções nos praticantes de atividades físicas.

Fonte: Thais Souza - Nutricionista da Rede Mundo Verde

Referências Bibliográficas: Richard B Kreider, Anthony L Almada, Jose Antonio, Craig Broeder, Conrad Earnest, Mike Greenwood, Thomas Incledon, Douglas S Kalman, Susan M Kleiner, Brian Leutholtz, Lonnie M Lowery, Ron Mendel, Jeffrey R Stout, Darryn S Willoughby, Tim N Ziegenfuss ; ISSN exercise & sport nutrition review: research & recommendations. Journal of the International Society of Sports Nutrition 2010, 7:7 (2 February 2010). Laura L. Tatpati, Brian A. Irving, Andrea Tom, Maureen L. Bigelow, Katherine Klaus, Kevin R. Short and K. Sreekumaran Nair; The effect of branched chain amino acids on skeletal muscle mitochondrial function in young and elderly adults. J Clin Endocrinol Metab. 2010 Feb;95(2):894-902. Epub 2009 Dec 18. Matsumoto K. , Koba T. , Hamada K. , Tsujimoto H. , Mitsuzono R. ; Branched-chain amino acid supplementation increases the lactate threshold during an incremental exercise test in trained individuals. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo). 2009 Feb;55(1):52-8 Rogero, M.M.; Tirapegui, J.O. Aminoácidos de Cadeia Ramificada, Balanço Protéico Muscular e Exercício Físico. Nutrição em Pauta, v.83, p.28-34, 2007.

Proteína isolada de soja fornece nutrientes e aminoácidos essenciais

A Proteína Isolada de Soja fornece grandes quantidades de arginina, glutamina e de aminoácidos de cadeia ramificada (Leucina, Isoleucina e Valina)

Comparando a proteína de soja com as demais (do trigo, do leite, dos ovos e da carne), observa-se que a proteína de soja contém maiores quantidades dos aminoácidos anabólicos, Arginina e Glutamina, além de apresentar grandes quantidades de aminoácidos de cadeia ramificada (Isoleucina, Leucina e Valina) em relação ao padrão de requerimento de aminoácidos para crianças de 2 – 5 anos até a fase adulta recomendado pela National Academy of Sciences and World Healt Organization.

• Arginina
Este aminoácido desempenha um papel chave na estimulação da liberação de hormônios anabólicos que promovem a formação muscular. Além disso, para atletas, a arginina desempenha outros papéis como auxiliar na redução do estresse fisiológico, melhorar a saúde dos vasos sanguíneos e aumentar a função imunológica.

• Glutamina
É um aminoácido considerado essencial durante o estresse metabólico, pois aumenta o balanço nitrogenado, promove a síntese protéica e aumenta a função imunológica, além de ser precursora da glutationa, que possui efeito antioxidante. Ainda de maior importância para os atletas é o fato da glutamina auxiliar na manutenção da hidratação celular e tamponar o aumento excessivo do ácido lático que ocorre durante o exercício.

• Aminoácidos de Cadeia Ramificada [BCAA's]
Os aminoácidos de cadeia ramifica, leucina, isoleucina e valina, são usados como fonte de energia durante o exercício. Nos primeiros 20 minutos de exercício, de moderado a intenso, o glicogênio muscular e fornece a glicose para o abastecimento do músculo. Após 20 minutos de exercícios, os ácidos graxos e os aminoácidos de cadeia ramificada são utilizados como maior fonte de energia. Estudos estão sendo realizados a fim de avaliar a eficácia destes aminoácidos de cadeia ramificada em reduzir a fadiga do sistema nervoso central e melhorar a função imune.
Outros benefícios à saúde de atletas

Prevenção de doenças cardíacas
Realizou-se uma metanálise de 38 estudos de casos clínicos onde concluiu-se que a substituição da proteína animal pela proteína de soja resultava numa diminuição significativa do colesterol total, LDL colesterol, triglicerídeos, sem afetar o HDL colesterol. Estes resultados permitiram ao FDA, aprovar o “claim”sobre proteína de soja e doenças cardíacas: “a ingestão diária de 25 g de proteína de soja numa dieta com baixos níveis de colesterol e de gordura saturada pode reduzir o risco de doenças cardíacas coronarianas através da promoção de uma redução significativa nos níveis de colesterol plasmático”.



Coquetel de aminoácidos pode ajudar a viver mais

Forma física e coordenação

Um estudo realizado por cientistas na Itália revelou que camundongos que beberam um coquetel com três tipos de aminoácido tiveram um aumento de 12% de suas expectativas de vida em comparação com cobaias que não passaram pelo tratamento.

Além de viver mais, os camundongos que tomaram os aminoácidos também mostraram uma melhora na forma física e na coordenação, revertendo problemas associados à idade avançada.

Nos experimentos, descritos em um artigo na publicação científica Cell Metabolism, as cobaias saudáveis, de meia-idade, receberam água contendo os aminoácidos leucina, isoleucina e valina.

Estudos anteriores haviam comprovado que estes três aminoácidos aumentam a expectativa de vida das leveduras.

Suplementos de aminoácidos

Os aminoácidos são moléculas que formam as proteínas.

Eles são comercializados na forma de suplementos para fisiculturistas, pois ajudam a cultivar a massa muscular.

A equipe de pesquisadores, liderada por Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, disse que o estudo oferece uma análise do papel dos aminoácidos na prevenção e no controle de doenças relacionadas à idade em humanos.

No entanto, lembram que ainda é preciso fazer mais testes para conhecer ao certo o grau de eficiência do tratamento em humanos.

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